Metrô corta ponto de grevistas e imagens mostram atraso nas plataformas

 ( Gustavo Moreno/CB/D.A Press)


Metrô corta ponto de grevistas e imagens mostram atraso nas plataformas Vídeo do Metrô-DF mostra que os trens ficam parados por até quatro minutos durante a conversa dos sindicalistas com pilotos

A Secretaria de Administração Pública confirmou, nesta quarta-feira (23/4), o corte de ponto dos grevistas, na paralisação do metrô, de acordo com determinação do governador Agnelo Queiroz. O desconto deverá vir na folha de maio. Novamente, apenas sete carros circularam, e não 12, como foi determinado pelo Tribunal Regional do Trabalho (TRT) — a multa é de R$ 50 mil por dia de descumprimento. O Metrô-DF enviou, ao Correio imagens de câmera de segurança que supostamente mostram a interferência do sindicato na circulação dos trens, na manhã dessa terça-feira (22/4). Veja as imagens:

As câmeras do circuito interno da estação Central do metrô mostram quem, em alguns casos, o trem fica parado por até quatro minutos na plataforma, enquanto os sindicalistas conversam com os pilotos. Nas imagens, é possível observar até três integrantes do sindicato conversando com os funcionários do metrô que param na estação para aguardar a entrada dos passageiros.

As imagens às quais o Correio obteve acesso registram oito paradas entre as 10h41 da manhã e as 11h47. Durante esse período, houve paradas que chegaram a durar 4:38 minutos. Ao total, seis trens tiveram atrasos de mais de dois minutos.

De acordo com Luciano Costa, diretor do Sindmetrô, o diálogo dos sindicalistas com os pilotos tem o objetivo de orientá-los sobre os direitos de greve. “O metrô tem colocado, fora dos horários de pico, mais trens para circular do que o permitido pela justiça, o que tem gerado sobrecarga nos pilotos, que muitas vezes têm trabalhado por até oito horas sem intervalos”, queixa-se.

Segundo o representante da categoria, nos períodos fora da hora do rush, têm circulado 12 trens, em vez dos seis que deveriam circular. Ele nega que a estratégia seja reter os trens: “Ninguém segura um trem na palavra” e diz que o sindicato apenas pede aos colegas que informem o centro de controle operacional, para registrar os supostos abusos.

Costa diz que o diálogo não poderia ocorrer no interior da cabine, entre uma estação e outra, para que o sindicato não seja acusado de invadir a cabine para reter o trem – por isso a conversa ocorre na plataforma. Além disso, ele sustenta de que o atraso decorrente da conversa na estação acaba sendo compensado pelo volume de composições que são colocadas em circulação.

O fechamento da Estação Praça do Relógio, mais cedo, causou tumulto, atraso nas corridas e foi permeado pela troca de acusações. O Sindicato dos Metroviários (SindMetrô) afirma que o Metrô fez manobra para acusá-los de terem descumprido a decisão judicial. Já a empresa garante que o SindMetrô impediu a entrada dos maquinistas, inviabilizando, assim, a circulação dos 12 trens.


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