Medalhista de ouro acredita que o vôlei brasileiro está muito bem representado


Medalhista de ouro acredita que o vôlei brasileiro está muito bem representado Emanuel crê que o País tenha tudo para ir bem no Sul-Americano

Kiara Mila Oliveira

Um dos convocados para representar o Brasil nos Jogos Sul-Americanos no Chile, Emanuel Rego, medalhista de ouro da Olimpíada-2004, ainda não superou o fim da parceria com Alison.

Em Brasília para acompanhar a mulher Leila Barros, ele confessa que será difícil ver o seu ex-parceiro Alison Mamute como rival. Quatro duplas brasileiras foram convocadas para o torneio continental: Emanuel e Pedro Solberg; Bruno Schmidt e Alison, Talita e Taiana, e Lili e Duda.

Emanuel elogia a formação das parcerias e espera um torneio emocionante. “Primeiro que a Confederação chamou equipes com parcerias muito vitoriosas. No masculino, as duplas ficaram muito boas, acredito que a representação vai ser muito boa”, disse.


Aos 40 anos, Emanuel segue com um discurso sonhador. Além da oportunidade de defender o País mais uma vez, ele crê que a chance vai além de um Sul-Americano. Para ele, é a brecha necessária para mostrar que pode ir à Olimpíada em 2016. “Estamos com muita vontade de ir aos Jogos e nada melhor do que jogar um campeonato importante como esse. No momento eu sou muito mais Brasil do que Emanuel”, comemora o atleta.

O AMIGO ADVERSÁRIO

Atualmente, Emanuel joga ao lado de Pedro Solberg. No Chile, o veterano poderá enfrentar Alison, com quem formou dupla nos últimos quatro anos. “Sou profissional e na quadra tento jogar o meu melhor. O Alison é meu amigo, mas, nesse aspecto, o lado profissional é maior do que a amizade”, garante.

Em fase final da carreira, ele espera somar sua experiência com a juventude do novo companheiro. “Ele joga um vôlei de alto nível desde os 20 anos”, confia Emanuel.

Brasília deve crescer, diz Emanuel
Presente no ginásio do Sesi, em Taguatinga, Emanuel assistiu à derrota do Brasília/Vôlei – time organizado pela mulher Leila Barros – perder para o São Caetano por 3 sets a 1, no último sábado. Feliz por ver o sonho de sua cônjuge realizado, ele destacou a falta de rodagem da equipe candanga como decisiva na derrota.

“Elas são muito empenhadas e motivadas. Infelizmente, não deu para ganhar. O time do São Caetano vem de um ritmo muito forte e enfrentando adversários de renome. O Brasília tem tudo para crescer também, mas isso vem com o tempo”, opinou. Ovacionado pela torcida, Emanuel entregou o troféu Viva Vôlei (melhor jogadora da partida) à levantadora Carol, do São Caetano.

O FIM

A vitória das rivais rendeu o fim de uma sequência de quatro vitórias do time da casa. Mesmo com o resultado, tanto o Brasília, como o São Caetano, permanecem em suas posições – um em sexto e o outro em oitavo, respectivamente.

O próximo desafio das comandadas do técnico Sérgio Negrão será com o também estreante Rio do Sul (SC), na segunda que vem. O rival foi batido pelo Brasília/Vôlei, em casa, por 3 sets 1, no primeiro turno – pela sexta partida na Superliga.

Fonte: Da redação do Jornal de Brasília

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