Marcos Valério e demais condenados são mantidos separados de presos comuns

Marcos Valério e demais condenados são mantidos separados de presos comunsA medida foi tomada para garantir a segurança dos condenados do mensalão, que são considerados “pessoas visadas”

Étore Medeiros

Renata Mariz

Andre Shalders – Correio Braziliense

Mais distante dos holofotes do que o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, o deputado José Genoino (PT-SP) e o ex-tesoureiro do partido Delúbio Soares, os condenados ao regime fechado no julgamento do mensalão têm sido preservados do contato com outros presos. Embora não haja declaração oficial sobre a medida, segundo o Correio apurou, há preocupação em relação à segurança do empresário Marcos Valério, dos publicitários Cristiano Paz e Ramon Hollerbach e do ex-dirigente do Banco Rural José Roberto Salgado, por serem “pessoas visadas”, conforme relatou uma fonte. O quarteto tenta a transferência para o estado de origem, Minas Gerais.

Ao contrário dos petistas, que cumprem sentença em regime semiaberto e estão encarcerados no Centro de Internamento e Reeducação do Complexo Penitenciário da Papuda, ao lado do ex-deputado Romeu Queiroz e do ex-tesoureiro do PL (hoje PR) Jacinto Lamas, os outros quatro detentos ocupam celas individuais no bloco F da PDF II, uma das unidades da Papuda. As duas mulheres presas — a ex-presidente do Banco Rural Kátia Rabelo e Simone Vasconcelos, ex-diretora da SMP&B, agência de publicidade de Marcos Valério — cumprem pena no 19º Batalhão da Polícia Militar (BPM), também na Papuda, onde têm por única companhia uma delegada do Distrito Federal. Ontem, elas nem sequer saíram para o banho de sol. No dia anterior, haviam passado uma hora circulando do lado de fora do BPM, escoltadas por policiais militares.

Em tese, o quarteto preso na PDF II é mais visado e, por isso, se encontra em um corredor vazio, sem a presença de outros detentos. Eles podem conversar entre si, mas sem contato visual, uma vez que as portas são chapadas. Ficam juntos somente durante o banho de sol, que também é separado do resto dos detentos. A manutenção da situação de isolamento, no entanto, não seria aconselhável, e, em algum momento, o contato com presos comuns será inevitável. Enquanto aguardam que parentes tragam roupas e sandálias brancas, padrão exigido na Papuda, usam vestimentas próprias. Não se sabe se já receberam visitas, mas, caso não haja tratamento especial, poderão aguardar até 20 dias para que isso aconteça, enquanto os visitantes são cadastrados.

Mulher conta como é o processo de visita na Papuda

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