Manifestantes protestam em frente ao BC contra possível alta dos juros

Manifestantes protestam em frente ao BC contra possível alta dos juros De acordo com as expectativas do mercado, os juros básicos do país devem passar dos atuais 9,5% para 10% ao ano
Simone Kafruni

Miguel Torres, presidente da Força Sindical, afirmou que os trabalhadores não são mais ouvidos pelo governo federal

As centrais sindicais fizeram uma manifestação, na manhã desta terça-feira (26/11), em frente ao Banco Central (BC) do Brasil contra o aumento de juros. O Comitê de Política Monetária (Copom) está reunido no BC e, quarta-feira (27/11), deve anunciar a nova taxa Selic. De acordo com as expectativas do mercado, os juros básicos do país devem passar dos atuais 9,5% para 10% ao ano.

Força Sindical, Central Única dos Trabalhadores (CUT), Central dos Trabalhadores Brasileiros (CTB), Comando Geral dos Trabalhadores (CGT), Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB) e Nova Central Sindical de Trabalhadores reuniram dezenas de pessoas em frente ao prédio do Banco Central, interrompendo o trânsito para a manifestação. A próxima manifestação deve se dar em São Paulo no dia 9 de dezembro. A PM estima que há 30 pessoas no local.

Depois do protesto em frente ao Banco Central, representantes da CUT e do Partido dos Trabalhadores (PT) se dirigiram para o Supremo Tribunal Federal (STF), para protestar contra a prisão dos mensaleiros.

O presidente da CUT, Vagner Freitas, lembrou que o país melhorou muito nos últimos 12 anos, mas que o papel das centrais é sair às ruas quando o governo errar. “Aumentar os juros é um erro. Só vai fortalecer os bancos. Precisamos garantir a força da indústria nacional, para gerar mais empregos. Com juros altos, não teremos investimentos para aumentar a produção do país”, disse.

Miguel Torres, presidente da Força Sindical, afirmou que os trabalhadores não são mais ouvidos pelo governo federal. “Estamos excluídos das negociações. Quando nos chamam é para tentar carimbar uma redução de direitos. A política monetária do governo está levando o país a um PIB cada vez menor”, ressaltou.

Vários líderes se manifestaram contra o aumento de juros, mas incluíram na pauta de reivindicações o fim do fator previdenciário e a correção da tabela do Imposto de Renda. Com o grito de guerra “Eu quero agora, eu quero já, eu quero ver o juro abaixar”, no final da manhã, o caminhão de som e os manifestantes, em passeata, seguiram para o Supremo Tribunal Federal (STF) para prestar apoio aos políticos presos do mensalão.

Com informações de Bárbara Ferreira


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