Manifestantes deixam Esplanada e seguem para Estádio Mané Garrincha


  Manifestantes de várias entidades e movimentos sociais deixam a Esplanada dos Ministérios e seguem para o Estádio Nacional Mané Garrincha. Antes de chegar ao local, eles são barrados por policiais militares, que revistam as mochilas. Os manifestantes tentam chegar ao Mané Garrincha, mas a polícia bloqueia todos os acessos ao estádio, onde ocorrerá, às 16h, um jogo amistoso entre as seleções do Brasil e da Austrália.

Em uma das vias de acesso ao estádio, em frente à Rede Globo, houve confronto. Alguns manifestantes jogaram pedra no prédio da emissora e a polícia respondeu com duas bombas de efeito moral e uma de gás lacrimogêneo.

Segundo Gladstone Leonel, do Levante Popular da Juventude, ações como a proibição do uso de máscaras mostram a intenção de reprimir as manifestações. Ele observou que a manifestação na Esplanada dos Ministérios, de manhã, poderia ter sido maior. A Polícia Militar (PM) teria atrasado a chegada de veículos que transportavam manifestantes das cidades satélites.

A PM confirma, por meio da assessoria, que caminhões e carros pequenos foram parados na Estrada Parque Taguatinga-Guará e na Estrutural, para averiguar se levavam pneus, madeira ou pedras para as manifestações, mas não confirma se ônibus também foram parados.

Leonel espera que o movimento ganhe mais volume agora tarde, antes do jogo entre o Brasil e a Austrália. Cerca de 500 policiais já aguardam no local. A cavalaria segue também para a frente do estádio.

Algumas pessoas lavam calçada no Congresso com vassouras verde e amarelas. E devido o enfrentamento com os policiais, spray de pimenta é lançado nos manifestantes. Todos cantam juntos: “Spray de pimenta no homem e na mulher, o povo brasileiro tá virando acarajé”.

Manifestantes se concentram na frente do bloqueio da PM. Ao fundo, viaturas da Rotam de prontidão.

Manifestantes furaram a barreira que fazia a revista na Esplanada. Muitos mascarados e manifestantes estão no local e negociam em frente ao Congresso. Muitas pessoas que estavam no desfile acompanham a manifestação. Há informações que muitas pessoas já dispersaram e vão embora para suas casa.

Segundo a área de segurança da Presidência da República, não há informações sobre grandes aglomerações até o momento na região, onde ocorre o desfile militar do Dia da Independência, com a presença da presidenta Dilma Rousseff, do vice-presidente Michel Temer, do presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, de ministros e outras autoridades.

Um pequeno grupo chegou a se reunir em frente ao Congresso Nacional, sem causar distúrbios. Neste momento, 1.500 policiais militares estão concentrados na região do Museu da República, onde é esperada a concentração de manifestantes, convocada por meio das redes sociais

Ainda há lugares nas arquibancadas da Esplanada dos Ministérios, montadas para o desfile do Dia da Independência. Se no ano passado havia fila para ter acesso aos lugares, neste ano é possível assistir ao desfile sentado. Quem foi para a Esplanada dos Ministérios acredita que as notícias das manifestações assustaram a população, já que são esperadas 150 mil pessoas nos protestos durante todo o sábado. O Exército, responsável pela área do desfile, e a Polícia Militar do Distrito Federal ainda não têm uma estimativa de quantas pessoas estão no local.

Liney Ney Oliveira, de 81 anos, não deixou de ir. Na semana, fez uma cirurgia nos olhos, a médica recomendou cuidado, mas ela, que veio para Brasília acompanhando o marido, que integrou o Regime de Cavalaria de Guarda na fundação da cidade, não poderia perder o desfile. “É sempre bom. Eu filmo e depois revejo em casa com as minhas amigas”, diz.

O marido de Liney, Edson Oliveira, de 82 anos, acordou cedo para ver o desfile. O filho do casal, Sérgio Ney, de 53 anos, tomou algumas precauções, estacionou o carro o mais próximo possível, para proteger os pais em caso de tumulto.


Bárbara tem 7 anos e foi ver a parada pela primeira vez com os pais. Ela mora em Planaltina. Acordou cedo e se dirigiu à Esplanada, atraída por uma aula que teve na escola. “Eu ainda não conhecia”, diz com um sorriso.

Apesar de estar ventando e de não fazer muito calor, o Exército recomenda que as pessoas bebam água e se alimentem, por causa da seca. Em toda a extensão do desfile foram montados 14 postos de atendimento básico. O Exército está preparado para medir a pressão e a glicose. Há também camas para repouso. Ambulâncias estão a postos para problemas mais graves.

Corpo de Bombeiros se prepararam desde cedo para o desfile na Esplanada dos Ministérios

Um pequeno grupo com cerca de 35 pessoas se reíne na frente da Cadetral. Eles gritam palavras de ordem e usam um apito para reivindicarem. Eles questionam a impunidade para os políticos ligados ao mensalão e pergutam cadê Amarildo de Souza, o ajudante de pedreiro sumiu em 14 de julho na Rocinha, Zona Sul do Rio de Janeiro.

Pessoas são revistadas para entrar na Espanada. Pessoas com bandeiras com mastro são obrigadas a deixarem o objeto com a polícia. São poucas pessoas que estão no local.

Vários alunos de escolas do DF participam do desfile de 7 de setembro

A presidenta Dilma Rousseff chegou, em carro aberto, à Esplanada dos Ministérios para assistir ao desfile de 7 de Setembro. O vice-presidente Michel Temer, o presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa,o governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, ministros e outras autoridades receberam a presidenta. O desfile militar está começando.

Ao lado da estrutura montada para festa cívica, o Congresso Nacional está protegido por cercas removíveis nas laterais e um cordão de isolamento policial em frente. Ao todo, 4 mil policiais militares estão mobilizados para fazer a segurança da capital. Além deles, também estão de plantão 320 bombeiros, 150 policiais civis e 110 agentes do Departamento de Trânsito.

A segurança foi reforçada porque o feriado deve reunir milhares de pessoas em protestos por todo o país. Eles se organizaram principalmente por meio das redes sociais, a exemplo das manifestações que ocuparam as principais cidades brasileiras em junho e julho. Nas páginas na internet em que são articulados os movimentos, a menção é que hoje (7) vai ocorrer “a maior manifestação da história do Brasil”, com a confirmação de presença de quase 400 mil pessoas em todo o país

Fonte: Agência Brasil com Redação

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