Manhã movimentada na sessão eleitoral do PT no Plano Piloto


Até o início da tarde, cerca de 150 pessoas haviam manifestado nas urnas as suas escolhas dos dirigentes que estarão à frente do PT-DF nos próximos quatro anos.

Divulgação

O PED 2013 definirá os dirigentes do Partido dos Trabalhadores para os próximos quatro anos

A manhã deste domingo (10) foi movimentada na sessão eleitoral do PT no Plano Piloto. Até o início da tarde, cerca de 150 militantes haviam manifestado nas urnas as suas opiniões sobre a composição do Diretório Regional.

“O PED representa a oportunidade de participar, de eleger todos os diretórios regionais até o nacional. Portanto é um momento de efervecência política dentro do Partido dos Trabalhadores”, afirmou a deputada distrital Arlete Sampaio, que votou no local.

“Eu espero que o próximo (a) presidente (a) do PT seja capaz de resgatar a altivez e a autonomia do partido, porque o PT não pode ser o quintal do governo. O partido tem a função de ajudar o governo a cada vez mais se impulsionar em direção a propostas programáticas que o partido sempre defendeu. Em um governo amplo, como o nosso de Brasília, é fundamental que o partido seja ativo e altivo”, concluiu a parlamentar.
Na opinião do militante Carlos Saraiva, um dos fundadores do PT no DF, o PED representa “uma grande evolução de todo o processo de implantação e consolidação do partido”.

“Este PED, em especial, representa uma transição de todo o processo coordenado pelo Lula e agora pela presidenta Dilma, e ele é importante porque a partir da definição da direção deste PT é que vai se conformar a nova concepção política do nosso partido, a visão de alianças, de como se consolidar a hegemonia dentro de uma coalizão e a volta do PT aos movimentos sociais, populares, às ruas, o lugar onde o PT nasceu e de onde ele não deve sair”, defendeu Carlos Saraiva.

Para Santxie Tapuia, representante do setorial indigenista do PT-DF, “o partido hoje tem uma conjuntura nacional de abraçar as pessoas que hoje estão distantes da mobilização”.

Segundo ele, o PED também contemplará a questão das minorias indígenas, “porque o governo é o todo e nós não podemos ficar carentes, à margem das decisões do nosso partido”.

“Então nós queremos esta participação, para que nós possamos nos aproximar cada vez mais da conquista das nossas reivindicações”, frisou.

Para o secretário de organização política e sindical da CUT, Jacy Afonso, o PED é um “momento de reflexão para o militante ir à votação”.

Já para a militante Maria Laura, “o PED, mesmo com todas as suas limitações, é um diferencial com relação aos outros partidos, porque ele chama toda a militância do PT para se posicionar com relação as suas direções”.

Isso é uma característica democrática”, comentou Maria Laura, militante histórica e uma das fundadoras do PT-DF. Segundo ela, o PED deste ano foi reforçado com a realização de uma série de debates a nível nacional, regional e zonal.

“Então o PT continua preservando a sua característica de discussão política e de decisão coletiva sobre suas direções e a política, porque ao votar nas suas direções, nós estamos votando também em uma linha política”, opinou Maria Laura.

A militante Lúcia Iwanov, uma das fundadoras do PT-DF, expressou o seu sentimento com relação ao Processo de Eleições Diretas do partido. “Eu espero que este PED conduza o Partido dos Trabalhadores mais para a esquerda, ao seu destino de origem, de forma independente do Executivo, ligado aos seus movimentos sociais, à sua militância, às suas bases. Que o PT continue lutando para promover as mudanças que ainda se fazem necessárias em nosso País”, concluiu.

Confira todas as etapas do PED 2013 no Distrito Federal em nosso site e assista aos vídeos e às entrevistas com os militantes do partido.

Assessoria de Imprensa

About A Politica e o Poder

%d blogueiros gostam disto: