MANÉ GARRINCHA VIBRA MAIS DO QUE LA BOMBONERA


MANÉ GARRINCHA VIBRA MAIS DO QUE LA BOMBONERA

A distância de quase 2,4 mil quilômetros entre Buenos Aires e Brasília ficou pequena neste sábado e o “caldeirão brasiliense” ganhou tempero especial; torcida argentina deu um show e empurrou sua seleção na vitória por 1 x 0 sobre a Bélgica, em mais um jogaço no Mané Garrincha; vibração alviceleste ecoou pelo Estádio Nacional de Brasília e garantiu aos argentinos o clima de La Bombonera, a mais famosa arena de Buenos Aires, que, assim como o Mané, impressiona pela acústica e proximidade dos torcedores ao campo

Brasília na Copa – A distância de quase 2,4 mil quilômetros entre Buenos Aires e Brasília ficou pequena neste sábado (5) e o “caldeirão brasiliense” ganhou um tempero especial. Torcida argentina deu um show e empurrou sua seleção na vitória por 1 x 0 sobre a Bélgica, em mais um jogaço no Mané Garrincha.

A vibração alviceleste ecoou pelo Estádio Nacional de Brasília e garantiu aos argentinos o clima de La Bombonera, a mais famosa arena de Buenos Aires, que, assim como o Mané, impressiona pela acústica e proximidade dos torcedores ao campo.

Mesmo após o apito final, torcedores argentinos seguiram cantando e celebrando a vitória nas arquibancadas e escadarias do Mané. Brasileiros, argentinos e belgas lotaram as arquibancadas: 68.551 pessoas deram show com suas olas e gritos de incentivo para as duas seleções em campo. No total, 410.184 espectadores já viveram as emoções da Copa do Mundo da FIFA™ no Mané Garrincha.

“O Mundial no Brasil é o melhor”, exaltou o torcedor argentino Francisco Mannola, 62. Há dois dias em Brasília, acompanhado do filho Damian Mannola, 34, o empresário diz estar encantado com as cores da capital e a facilidade de acesso aos monumentos.

Francisco esteve na Copa do Mundo da FIFA™ Alemanha 2006, e já passou por todas as cidades-sede onde a Argentina jogou na edição de 2014 (Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre e São Paulo), mas não escondeu a emoção ao entrar no Mané Garrincha: “De todos os estádios, este é o mais espetacular e emocionante”.

Valeu! – A torcida da Bélgica fez questão de aproveitar cada minuto da festa, e saiu do estádio satisfeita com a boa campanha da equipe na competição. “Meus amigos na Bélgica me invejam por eu estar aqui, e está sendo incrível. Estou hospedado na casa de brasileiros, e o povo daqui é muito atencioso”, elogiou Sjoerd Tanghe, 25 anos. O palpite de 1 x 1, sugerido antes do apito inicial, não se confirmou no placar da partida, mas o torcedor se anima ao falar dos próximos dias na capital.

“Quero conhecer a Catedral e os outros prédios de Niemeyer”, adiantou Tanghe. O costume de viajar por países europeus não diminuiu o encantamento com a capital brasileira. “A cidade não se parece em nada com Rio e São Paulo. É muito exótica com esses prédios, com um lago artificial. Não temos nada parecido na Europa”, comparou o belga, pouco antes de entrar no Mané Garrincha.

Festa completa

A animação de belgas e argentinos recebeu uma ajudinha da torcida brasileira, que deu um clima especial às comemorações e ajudou a eliminar a tensão pré-jogo. Divididos, os donos da casa fizeram coro aos gritos de incentivo das duas torcidas. Homenagens ao ídolo Neymar, que deixou o Mundial após uma lesão na partida de sexta-feira (4), em Fortaleza, também ecoaram nas arquibancadas.

O servidor público Arlindo José de Oliveira, 38 anos, evitou tomar partido: pintou um lado do corpo de Bélgica, e o outro, de Argentina. “Minha intenção é receber bem as duas seleções, e satisfazer as duas torcidas. Afinal, são pessoas que vieram nos visitar”, explicou o anfitrião, que estampava as cores da bandeira brasileira no rosto: “É Brasil na cabeça”.


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