Mané Garrincha conquista pentacampeão Denílson


Comentarista do Torneio de Futebol Feminino, ex-jogador disse que ver a bola rolando no Estádio Nacional de Brasília deu a ele vontade de voltar a jogar

Não foram apenas as jogadoras da Seleção Brasileira de futebol feminino que se encantaram com o Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha. O pentacampeão Denílson, atualmente comentarista de esportes da TV Bandeirantes, disse que a arena brasiliense é maravilhosa. Tanto, que deu a ele até vontade de voltar a jogar.

Quando a gente olha um campo desse, uma estrutura dessa, uma torcida com essa alegria, dá vontade de voltar a jogar de novo, destacou ao ser entrevistado com exclusividade pelo Portal Brasília na Copa neste domingo (22/12), logo após o jogo Brasil e Chile, onde a Seleção Brasileira tornou-se tetracampeã do Torneio Internacional de Futebol Feminino.

Denílson, jogador lançado no time principal do São Paulo, em 1994, participou das Copas do Mundo de 1998 e 2002, ocasião em que conquistou o título do Penta da Seleção Brasileira, e jogou em times europeus da Espanha e da França. “Conheço muitos estádios mundo afora e o de Brasília é de primeiro mundo”, ressaltou o comentarista.

Ele aproveitou a entrevista para mandar um recado aos torcedores: “O Brasil está ganhando estádios modernos, com estruturas invejáveis. Agora, os torcedores precisam entender que se trata de um patrimônio nosso. Então, quando for ao estádio, não pode brigar, quebrar. A violência não leva a nada.”

Imponência – Quem também elogiou a arena brasiliense foi o locutor esportivo Luciano do Valle. “Tudo é muito bonito aqui. Esse estádio tem uma imponência de tirar o fôlego. É confortável, o gramado é bom, tem um ótimo acesso, está no centro da capital do país”, destacou o profissional da TV Bandeirantes, que transmitiu a partida ao vivo.

Luciano ficou impressionado, também, com a disposição da torcida brasiliense, que mesmo debaixo de forte chuva compareceu ao Estádio Mané Garrincha para assistir a vitória do Brasil sobre o Chile, por 5 x 0. “Tomara que aqui se torne a casa do futebol feminino e a minha expectativa é voltar aqui no ano que vem para a sexta edição do torneio”, complementou o apresentador, que ressaltou, ainda, a qualidade do sistema de drenagem do gramado, que garantiu boas condições de jogo mesmo sob forte chuva.

Palavras que foram reforçadas pelo secretário Extraordinário da Copa, Claudio Monteiro, que trabalha para uma agenda cheia no Mané Garrincha para o segundo semestre do ano que vem, depois da Copa do Mundo de 2014. O estádio de Brasília vai receber sete jogos do mundial. Espero que no ano que vem possamos receber novamente esse torneio aqui. Porque o público de Brasília mais uma vez mostrou que sabe torcer e queremos que a Seleção Brasileira de futebol feminino encontre aqui a sua casa, destacou.

Desabafo -Ex-jogadora da Seleção Brasileira e atual coordenadora de Futebol Feminino do Ministério do Esporte, Michael Jackson fez um desabafo após o jogo “Nós, jogadoras, já ouvimos muito ‘não’ quando tentamos jogar em grandes estádios. Diziam que a gente ia estragar tudo, danificar a grama. Fizemos oito jogos aqui, e olha esse gramado. Continua lindo, elogiou.

Para ela, a proximidade entre as arquibancadas e o campo foi responsável por empurrar o time e manter o gás das jogadoras. “A torcida deu um show, abraçou o futebol feminino e transformou isso aqui num caldeirão. O Mané Garrincha é um dos maiores palcos, se não o maior, que nós já tivemos aqui no país”, destacou.

Ate as equipes de Canadá e Escócia, acostumadas às grandes arenas, elogiaram o Estádio Nacional de Brasília. “Impecável”, definiu a técnica da seleção escocesa Anna Signeul. “Temos estádios parecidos na Europa, mas que dificilmente recebem eventos assim. É uma honra vir à capital do Brasil, espero que possamos retornar em breve, disse.

Valorização – “Espero que a conquista em um estádio do porte do Mané Garrincha incentive ainda mais as jogadoras de futebol feminino por todo o país. Acredito que em breve, os times brasileiros poderão ser recebidos em um espaço de gala, e não só a Seleção Brasileira, torce a camisa 11, Cristiane.

Para a atacante do Santos Érika Cristiano, que não jogou o Torneio Internacional de Futebol Feminino por causa de uma contusão, a competição deu visibilidade às mulheres que atuam no esporte. “Todo mundo sonha em jogar num estádio como o Mané Garrincha, de primeiro mundo. Quando virmos jogos da Copa do Mundo masculina, em 2014, saberemos que nossas colegas estiveram aqui, exaltou.
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