Mala do Livro chega a Centro Olímpico da Estrutural




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O público-alvo era a criançada, mas os olhos que mais brilhavam no lançamento da Mala do Livro no Centro Olímpico da Estrutural eram os de uma senhora de 45 anos, mãe de uma menina de seis.

Marlene Nonato não teve grandes oportunidades na vida. É casada, dona de casa, mãe. O tempo é curto para dar conta dos afazeres domésticos, mas ela não abre mão de um hábito adquirido ainda na infância e cultivado até hoje: ler. E ler muito.
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Enquanto a garotada fazia a festa ao redor de livros de histórias infantis e gibis, a mãe de Lara Amanda procurava por literatura de gente grande. Nas mãos, exemplares de autores como Érico Veríssimo e Cora Coralina. “Eu estava louca por esse livro e não encontrava em nenhum lugar”, disse ela se referindo a um livro de poemas de Cora Coralina.
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Marlene garante ter lido cerca de 500 livros em toda a vida. “Minha irmã diz que sou doida, porque quando entro em uma biblioteca não quero mais sair”. A frase, dita aos risos, é um incentivo para a filha que ouve atenta as palavras da mãe. E incentivos não faltam. Marlene diz que todos os dias lê uma história diferente para a filha, que ainda não foi alfabetizada.
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Em outra estante, quem se enrosca com os livros é o pequeno  Iang de Oliveira, de seis anos. Para ele, o que chama a atenção são as figuras:
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“É porque ainda não sei ler, mas quero aprender porque gosto de aprender sobre as coisas”, fala sem titubear um interessado menino.  
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Marlene, Iang, João, Maria, Cecília, Jônatas e tantos outros frequentadores do Centro Olímpico moram ali mesmo, na Estrutural. Na tarde dessa terça-feira (26/06) todos deixaram um pouco de lado as atividades esportivas para prestigiar o lançamento da Mala do Livro.
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A partir de agora eles vão poder conhecer outros mundos, outras realidades. Vão sonhar em meio ao emaranhado de palavras. Tudo ali pertinho. Ao alcance dos olhos e das mãos.
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São cerca de 180 exemplares entre literatura infantil, infanto-juvenil e adulta de autores brasileiros e estrangeiros. Cada leitor pode levar o livro pra casa por um prazo de sete dias. Para isso, no entanto, é preciso fazer um cadastro. Para evitar que exemplares se percam e deixem de ser utilizados por outras pessoas.
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O lançamento da Mala do Livro no Centro Olímpico da Estrutural contou com a presença dos secretários de Cultura, Hamilton Pereira; e de Esportes, Célio René.
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Em rápidas palavras, Hamilton Pereira destacou que levar a Mala do Livro para as comunidades é uma prestação de serviço do governo. “O esporte é indispensável para a vida, assim como o livro é importante para o conhecimento”, disse o secretário de cultura do DF.
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O secretário de esportes, Célio René, agradeceu a parceria e destacou que “as grandes transformações sociais nascem da cultura, e o livro tem participação fundamental nisso”. Ele ressaltou que a proposta dos Centros Olímpicos não se limita a oferecer apenas atividades esportivas, mas também a formação integral dos alunos e o aprimoramento da conduta cidadã.
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A Mala do Livro está presente também nos Centros Olímpicos de Brazlândia, Ceilândia,  Recanto das Emas,  Samambaia e São Sebastião.
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O projeto Mala do Livro completa 22 anos em agosto. A ideia foi da bibliotecária Neusa Dourado, que decidiu levar pequenas coleções de livros em cestas de palha para comunidades que ficavam muito longe de uma biblioteca pública. Anos depois, com o aumento do interesse pela leitura, as cestas foram substituídas por caixas-estantes de madeira. Hoje, o programa atende a todas as regiões administrativas de Brasília e entorno, além dos sete municípios do Ecomuseu do Cerrado: Abadiânia, Alexânia, Anapólis, Corumbá, Cocalzinho, Águas Lindas e Pirenópolis.

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