Lula e Dilma vão entregar o país tão (ou mais) miserável do que receberam; veja o gráfico

Por Fred Lima1280px-Dilma_e_Lula_01_01_2011_WDO_8439

Durante a maior bonança econômica externa (2003-2008) que o Brasil já passou, quando nenhuma crise ameaçou aparecer no horizonte, Lula regozijava e afirmava de boca cheia que havia tirado 28 milhões de pessoas da linha da miséria. Ao mesmo tempo fazia comparações absurdas com seu antecessor, que, ao contrário dele, teve que enfrentar quatro crises externas (México, Ásia, Rússia e Argentina), um abalo financeiro por causa dos ataques de 11/9 e uma crise interna que se chamava Lula, em 2002, quando o mercado temeu a eleição do petista, fazendo o dólar e o Risco País disparar. Tudo isso em um período de consolidação do Plano Real na economia brasileira. Foi uma tarefa nada fácil.

Quando assumiu em 2003, Lula só teve o trabalho de passar confiança ao mercado e nada mais. A economia já estava estabilizada graças ao Real e às políticas fiscais que custaram a popularidade de Fernando Henrique no Planalto. Não é à toa que o ex-ministro da Fazenda, Antonio Palocci, em seu livro “Sobre Formigas e Cigarras”, tece elogios ao trabalho da equipe econômica de FHC, inclusive revela o momento em que Lula quase convidou Armínio Fraga para continuar no governo.

Nos anos 2000, o mundo respirou; principalmente os países emergentes como o Brasil, após as sucessivas crises externas da década de 1990. Sem nenhuma crise e colhendo os frutos plantados por seu antecessor, Lula investiu pesado nas políticas de distribuição de renda, as quais também não foi ele quem deu início. Em vez de optar pelas reformas que garantiriam uma distribuição segura no futuro, Lula quis flertar com o populismo, que é imediatista, e gastou tudo o que o Brasil arrecadou voando em céu de brigadeiro.

Ao sair com 80% de aprovação da presidência e fazer sua sucessora, a fatura de equívocos na economia durante a bonança foi entregue à Dilma. A esperança era que a nova presidente rompesse com o modelo populista e errôneo de seu padrinho, mas ela manteve o mesmo modelo artificial de crescimento que foi usado durante a crise de 2008, a única que Lula pegou, após um hiato de quase 6 anos de ondas favoráveis.

Hoje, com a taxa de inflação acima de 10% e uma taxa de desemprego de 9%, a miséria é a mesma de quando o PT chegou à presidência (veja o gráfico abaixo). Ou seja, os 28 mi de pessoas que saíram da linha da miséria, infelizmente estão voltando para o mesmo lugar de onde vieram. Culpa da política consumista do governo do PT, que não investiu em geração de empregos – quem se lembra do fracassado programa Meu Primeiro Emprego, extinto em 2006?

Os empregos gerados na era Lula não tiveram participação do Estado. Foi como um catavento, que só depende do vento para girar. Com as ondas favoráveis, Lula surfou enquanto pôde. Agora, ele e Dilma precisam explicar por que vão entregar o país com a mesma (ou maior) taxa de miséria de quando receberam.

E agora, o gráfico para comprovar:

Fonte: IBGE
Fonte: IBGE

Da Redação
http://www.blogdofredlima.com.br/2016/01/25/lula-e-dilma-vao-entregar-o-pais-tao-ou-mais-miseravel-do-que-receberam-veja-o-grafico/

About Germano Guedes

Olá Pessoal, Sou Germano Guedes, criador do site “a politica e o poder”. Baiano, morador da Estrutural desde 99, cheguei a Capital Federal para tentar a vida como milhares de outras pessoas. Ao chegar na Estrutural, começei a participar de discussões que visavam a melhoria da qualidade de vida na Cidade. Vi que alguns grupos já formados, ” monopolizavam” os moradores e inclusive, a informação que chegava até a comunidade. Nessa condição, resolvi criar um blog – meio que possibilitaria levar informação as pessoas. Neste canal, soltei o verbo e começei a dizer o que eu realmente pensava sobre o que acontecia na Estrutural. Abordei vários assuntos polêmicos, revelei notícias “bombas” e muitas vezes, tive que desmascarar grupos organizados que não pensavam no interesse da população – como diz o ditado ” era só venha a nós” e a população que se vire. Como Prefeito Comunitário pude participar mais ativamente das ações políticas que discutiam a Estrutural. Lixão, instalação de creches, reabertura de escolas e a regularização de alvará dos comerciantes eram algumas de nossas reivindicações. No ano de 2014, fui indicado pelo meu Partido – PRB – a vaga de administrador da Cidade. Continuo abastecendo o site com notícias e assuntos polêmicos, dizendo realmente o que penso. Porém, agora somos uma equipe e ” A Política e o Poder”, além de abordar assuntos correlatos à Estrutural, terá uma discussão voltada para todo o Distrito Federal, garantido informação e notícias exclusivas a todos os brasilienses que nos acompanham.
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