Luiz Estevão se junta a Joaquim Roriz e Arruda contra o PT nas eleições?


Por Edson Sombra

Arruda de volta ao Buriti? Pode até acontecer. Mas sem a ajuda de Luiz Estevão

Quem em Brasília não tomou um susto ao ler a nota assinada pelas competentes jornalistas Ana Maria Campos e Helena Mader, na Coluna Eixo Capital do Correio Braziliense de hoje?

Nela, as aspas “Na política, não existem inimizades incontornáveis, nem amizades definitivas”. …

A afirmação, é do ex-senador Luiz Estevão ao explicar como os ex-governadores Joaquim Roriz (PRTB) e José Roberto Arruda (PR), que já foram aliados e inimigos, voltaram a discutir uma possível aliança eleitoral para tentar derrotar o governador Agnelo Queiroz (PT), deixa a impressão de que Luis Estevão apoiará o ex-governador José Roberto Arruda no seu projeto de voltar ao Palácio do Buriti. É o que vem sendo noticiado na grande parte da imprensa local.

Não tenho procuração de Luiz para afirmar, mas o faço: ISSO NÃO ACONTECERÁ.

Enquanto lia a matéria, um filme passou na minha cabeça, foram as cenas de momentos tristes e difíceis, vividos por todos, e em especial pela família do ex-senador cassado Luiz Estevão de Oliveira Neto. O primeiro senador cassado na história democrática do Brasil.

Roriz pode até ter relevado as declarações atribuídas ao ex-governador Arruda, que teria dito: “durante muito tempo, acreditar que Roriz não só sabia, como também incentivou a delação premiada de Durval Barbosa, ponto de partida das denúncias do mensalão do DEM.” Para Roriz, isso não lhe causa dor e muito menos no seio de sua família.

Dizem ainda as meninas: “Uma parceria entre os dois caciques significaria também uma união de Estevão e Arruda, algo inimaginável há alguns anos?” Não. Digo e reafirmo, NÃO.

Na mesma matéria escrita pelas “meninas do Correio”, é assim que tratamos as duas colunistas, desde o tempo que faziam dupla as jornalistas Ana Maria Campos e Lilian Tahan, que foi substituída por Helena Mader. Lilian foi trabalhar na revista Veja, nos deixou muita saudade pela sua competência, seriedade e profissionalismo. Uma distinta profissional.

O motivo que me leva a ter tanta convicção da declaração que faço: “o painel eletrônico do Senado que foi violado em 2000, justamente para que fossem revelados os votos da cassação do mandato de Estevão. Arruda foi um dos que mais trabalharam para a derrocada do então senador do PMDB, hoje no comando do PRTB, partido de Roriz e da herdeira do clã, Liliane Roriz.”

Em um almoço no dia de ontem, Roriz detalhou o encontro que teve em Goiânia no último sábado, quando discutiu com o governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), com José Roberto Arruda e com o senador Gim Argello (PTB) uma possível aliança para as próximas eleições.

Reafirmo o que já escrevi aqui no blog: Luiz estará envolvido sim com Roriz, mas para eleger um número expressivo de distritais, dentre eles a própria filha de Joaquim Domingos Roriz, Liliane Roriz para deputada distrital, nada além de distrital. E mesmo sem ter falado com Luiz, garanto que jamais, ele dará uma carta branca em nome do PRTB, para José Roberto Arruda voltar ao Palácio do Buriti. Nem que fosse para Roriz voltar ao Senado em nome do PRTB.

Falo isso, por que sei do sofrimento que passaram dona Cleucy, esposa de Luis Estevão e principalmente os filhos mais velhos, Ilka, Fernandinha, Luizinho e Cleucyzinha. Os dois caçulas da família, Luiz Eduardo e Luiza, com 5 e 3 anos na época de cassação de seu pai, choravam ao verem seus irmãos maiores juntamente com a mãe também chorando. Sei do que Luiz Estevão é capaz de fazer pelo amor que tem a sua família.

Não entro aqui no mérito do que levou ao pedido de cassação de Luiz Estevão, e sim pela forma como foi conduzida a votação de sua cassação. As consequências, que levaram a dissabores inesquecíveis à sua família. Falo da violação do painel do Senado. E nisso Arruda estava envolvido. Até hoje ninguém sabe por sua boca, o que o levou a participar do episódio.

Diante dessas pequenas filigranas da história, não tenho duvidas ao afirmar: É mais fácil, Luiz Estevão apoiar até o PT, do que apostar no que já chamam de o “Acordão de Brasília”.

Fonte: Redação com informações do Correio Braziliense – 29/01/2014

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