Justiça do Rio de Janeiro nega liberdade para pastor Felipe Heiderich

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Bianca Toledo e Felipe Heiderich Foto: Reprodução / Instagram

A desembargadora Maria Sandra Kayatd, da 1ª Câmara Criminal do Rio, negou, nesta quarta-feira, pedido de habeas corpus, impetrado no último dia 5, que solicitava a liberdade do pastor Felipe Garcia Heiderich. Marido da pastora Bianca Toledo, ele foi acusado pela polícia de abusar sexualmente do enteado de 5 anos.

O pastor está preso e isolado em uma cela, da Cadeia Pública José Frederico Marques (Bangu 10), no Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu, na Zona Oeste do Rio. Segundo dados de maio deste ano, a cadeia José Frederico Marques tinha até o referido mês, 494 internos. A Unidade tem capacidade para 532 presos.

Felipe Heiderich teve a prisão temporária, de 30 dias, decretada pela 17ª Vara Criminal do Rio. Segundo a Polícia Civil do Rio de Janeiro, a mãe da criança procurou a Delegacia do Adolescente e da Criança Vítima (DCAV) no último dia 22 de junho. Na ocasião, ela denunciou o pastor como o autor do crime, que teria sido praticado numa residência do Recreio dos Bandeirantes, também na Zona Oeste.

A Secretaria de Administração Penitenciária (Seap) informou que o pastor está preso desde o dia 5 de julho último. Ele se alimenta normalmente na cadeia pública. A Seap acrescentou que o pastor só poderá receber visitas após um cadastramento ser feito na unidade.

O senador Magno Malta
O senador Magno Malta Foto: Ailton de Freitas

Em um pronunciamento, feito nesta quarta-feira, em Brasília, pelo também pastor e senador Magno Malta (PR-ES), o político classificou Felipe como “falso pastor” e que foi pressionado por lideranças religiosas a denunciar o caso.

“O fato é que a pastora Bianca Toledo, casada com o senhor Felipe Heiderich, ela descobriu que esse pastor, falso pastor, estava abusando de seu filhinho de cinco anos de idade”, disse o senador, que afirmou ter tido acesso ao pedido de prisão do pastor, feito pelo Ministério Público do Rio de Janeiro ao juiz da 17ª Vara Criminal Paulo César Vieira Carvalho Filho. “O garoto relata todos os fatos, já foi ouvido por psicólogo e psiquiatra”, acrescentou o político.

Segundo o senador, o pastor Felipe, após saber que a esposa estava ciente dos abusos, tentou se matar e confessou ter cometido o crime. “Esse falso pastor Felipe, que internado após saber que esposa tinha tomado conhecimento do abuso contra crianças, ele tentou suicídio. Foi internado e confessou seu abuso e assumiu sua homossexualidade”, disse o politico, que também disse que hoje funcionários e ex-funcionários de Felipe e a esposa já estavam depondo pois “já sabiam do comportamento dele (Felipe) com a criança na ausência da mãe”.

Leia mais: http://extra.globo.com/casos-de-policia/justica-do-rio-de-janeiro-nega-liberdade-para-pastor-felipe-heiderich-19659471.html#ixzz4DjkJ0RXk

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