JÚRI POPULAR OUVE O AZUL; O MESMO QUE A PM ACHOU TER MATADO NA ESTRUTURAL

Reprodução de imagem de 1998

Reprodução de imagem de 1998

O Tribunal do Júri de Brasília ouviu nesta terça-feira, 25, seis testemunhas da operação de desocupação na Estrutural, em 1998, que resultou na morte de três moradores. Dez policiais militares são julgados desde segunda-feira, 24, pelos três homicídios, por uma tentativa de homicídio e por uma lesão corporal grave no episódio, conhecido como “Massacre da Estrutural”. O julgamento será retomado nesta quarta, 26.

O primeiro depoimento desta terça foi prestado pelo ex-morador da Estrutural conhecido como “Azul”. Ele foi baleado, deixado em um matagal em Sobradinho e dado como morto pela PM durante a operação, mas sobreviveu e foi inscrito em um programa de proteção à testemunha (Provita). Azul e outro morador foram ouvidos apenas pelos jurados, sem a presença do público e dos réus.

Também prestaram depoimento um tenente-coronel da PM que apurou o caso na corregedoria da corporação e o coronel da PM que produziu relatório militar do massacre. Da Polícia Civil, foram ouvidos o delegado que atuava na Delegacia de Homicídios e um agente da mesma delegacia, responsável pelo relatório.

A sessão desta terça foi encerrada às 18h20, quando ainda faltavam os depoimentos de 18 testemunhas. Os trabalhos devem recomeçar a partir das 9h de quarta, e o julgamento deve prosseguir até sexta (28) ou segunda (31). Duas testemunhas foram dispensadas nesta terça.

Massacre
Todos os suspeitos estão aposentados. Dos 12 acusados inicialmente, um faleceu e outro foi absolvido anteriormente pela Justiça. O conflito entre a PM e moradores da Estrutural começou em 1996 com o processo de desocupação da área invadida.

Na época, moradores resistiram às ordens do governo de desocupar a região. Foram três anos de conflitos e uma série de problemas. Vários barracos foram derrubados.

Em 1998, a situação piorou depois que o policial militar Rubens Gomes de Faria foi morto por um tiro. As ações da polícia, que eram oficiais, ganharam reforço de outras operações à paisana. Em uma dessas ações, o morador Roberto José e o filho dele desapareceram.

Uma imagem deles acompanhados de policiais chegou a ser feita durante uma reportagem. O comando da Polícia Militar reconheceu a irregularidade da ação à paisana na época.

Fonte: G1

http://aovivodebrasilia.com.br/site/juri-popular-ouve-o-azul-o-mesmo-que-a-pm-achou-ter-matado-na-estrutural/

About Germano Guedes

Olá Pessoal, Sou Germano Guedes, criador do site “a politica e o poder”. Baiano, morador da Estrutural desde 99, cheguei a Capital Federal para tentar a vida como milhares de outras pessoas. Ao chegar na Estrutural, começei a participar de discussões que visavam a melhoria da qualidade de vida na Cidade. Vi que alguns grupos já formados, ” monopolizavam” os moradores e inclusive, a informação que chegava até a comunidade. Nessa condição, resolvi criar um blog – meio que possibilitaria levar informação as pessoas. Neste canal, soltei o verbo e começei a dizer o que eu realmente pensava sobre o que acontecia na Estrutural. Abordei vários assuntos polêmicos, revelei notícias “bombas” e muitas vezes, tive que desmascarar grupos organizados que não pensavam no interesse da população – como diz o ditado ” era só venha a nós” e a população que se vire. Como Prefeito Comunitário pude participar mais ativamente das ações políticas que discutiam a Estrutural. Lixão, instalação de creches, reabertura de escolas e a regularização de alvará dos comerciantes eram algumas de nossas reivindicações. No ano de 2014, fui indicado pelo meu Partido – PRB – a vaga de administrador da Cidade. Continuo abastecendo o site com notícias e assuntos polêmicos, dizendo realmente o que penso. Porém, agora somos uma equipe e ” A Política e o Poder”, além de abordar assuntos correlatos à Estrutural, terá uma discussão voltada para todo o Distrito Federal, garantido informação e notícias exclusivas a todos os brasilienses que nos acompanham.
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