Jovens tiram a roupa no Metrô de Brasíli

Oque você faria se estivesse no metrô e as pessoas começassem a tirar as calças, de repente? Muitos olham de cara feia, torcem o nariz, outros acham graça e até entram no clima da brincadeira. Mas, na tarde de ontem, aproximadamente 300 pessoas deixaram para lá a opinião alheia e foram passear de metrô “no pants”. O termo, que significa “sem calças”, deu nome ao evento, conhecido como Flash Mob.

Tudo foi combinado pelas redes sociais. Os organizadores fizeram um roteiro com o ponto de encontro, horário, como as pessoas deveriam se comportar e qual seria o tour. O combinado foi sair da Estação Central, na Rodoviária, e seguir até a Estação 114 Sul, com parada na Feira do Guará para troca de vagão. O grande momento, de livrar-se das calças, era avisado pelos organizadores logo no início do passeio. Na página oficial do grupo, mais de 5,8 mil pessoas apoiam o movimento.

Quatro pessoas organizam o Flash Mob no DF. Segundo eles, a intenção é quebrar a rotina. “O que queremos é nos divertir. Pegamos  o exemplo  dos Estados Unidos e adaptamos. A cada flash, abrem-se novas possibilidades de brincadeira”, explicou um dos responsáveis, o estudante de sistemas da informação  Yan Bonini Falcão, de 18 anos.

Outras edições

 O grupo já organizou mais de 30 Flash Mobs em Brasília. No Museu da República, com guerra de travesseiros; na Torre de TV teve caminhada de zumbis; e, no Parque da Cidade, o flash foi com guerra de tinta. O movimento é caracterizado pela aglomeração instantânea e rápida dispersão de pessoas em um determinado lugar, com o objetivo de realizar uma ação inusitada. Os encontros são combinados por meio de e-mail ou  redes sociais.
“Tem gente que questiona por que não nos mobilizamos por causas mais importantes, como a corrupção, mas quantas marchas contra a corrupção já tiveram e não surte efeito? É melhor usar para uma brincadeira, de forma saudável, sem baderna, de forma muito tranquila”, observou outro organizador, o estudante Phellipe Barusco, de 17 anos.
Nem todos que foram ao metrô ficaram sem as calças. A estudante Sthelen Costa, de 17 anos, soube pelo Facebook e ficou curiosa.  Esta foi a primeira vez que ela foi a um Flash Mob. “Não quero ficar de calcinha porque dentro do metrô as pessoas ficam se apertando, mas acho legal. Coisa de jovem que gosta de aparecer”, resumiu.

Estreante, o estudante Joubert de Oliveira, de 21 anos, animou por ser um evento não convencional. “É bem simples, mas você consegue fugir do óbvio, sair da rotina. Mas também seria bom se essa quantidade de pessoas de mobilizasse por outras causas”, avaliou.



Fonte: Da redação do clicabrasilia.com.br

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