JEFFERSON AVISA BARBOSA: NÃO QUER IR PARA A PAPUDA


  Enquanto petistas estão presos há quase uma semana, incluindo José Genoino, que, doente, corre risco com privações da cadeia, presidente do PTB, Roberto Jefferson, condenado por ter recebido R$ 4,5 milhões do esquema, tripudia; em entrevista, diz que não pode ir para a prisão de Brasília; “Se eu for para a Papuda, vai ser uma situação muito ruim, muito delicada. O ambiente é muito hostil para mim”, diz; para o deputado Chico Vigilante (PT-DF), presidente do STF, Joaquim Barbosa, usou de dois pesos e duas medidas ao mandar para a prisão os petistas e deixar outros 12 condenados soltos; “É um verdadeiro absurdo que sob a alegação de estar doente [Roberto Jefferson] permaneça em sua casa e ainda queira ditar ao STF, como está fazendo, onde irá cumprir sua pena”; o recado será atendido?

247 – Escolhido pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, para estar solto até o momento, apesar de condenado na Ação Penal 470, o ex-deputado Roberto Jefferson (PTB-RJ) tripudia, enquanto petistas como José Dirceu, José Genoino (com uma doença grava no coração) e Delúbio Soares dormem em suas celas no Complexo da Papuda, em Brasília.

Numa entrevista concedida à Folha de S.Paulo, publicada nesta quinta-feira 21, o delator do chamado ‘mensalão’, condenado por receber R$ 4,5 milhões do esquema, conta ter relação “complicada” com alguns réus e diz que não pode ir para a Papuda. “Se eu for para a Papuda, vai ser uma situação muito ruim, muito delicada. O ambiente é muito hostil para mim”, defende. Ele diz ainda que correria risco de vida na penitenciária da capital.

Na mesma conversa com o jornalista Bernardo Mello Franco, no Rio, Jefferson critica declarações de Dirceu de que ele seria um preso político. “Isso é um absurdo. Não emplaca, não cola”, diz. “O julgamento foi feito às claras, transmitido pela TV. Que preso político é esse? É a mesma coisa que ele dizer que foi cassado por um Congresso de exceção. Não tem cabimento. Se eu disser isso, você vai rir de mim”, critica.

Para o deputado Chico Vigilante (PT-DF), é uma “petulância” Jefferson, ainda solto, dar entrevistas à Folha e ainda criticar declarações do ex-ministro da Casa Civil feitas no dia de sua prisão. E um “absurdo” o ex-parlamentar querer “ditar o STF”, dando indicações de para onde poderia – ou não – ir quando saísse seu mandado de prisão. Em nota exclusiva ao 247, Vigilante protesta:

“É um verdadeiro absurdo que sob a alegação de estar doente permaneça em sua casa, no interior do Rio de Janeiro, e ainda queira ditar ao STF, como está fazendo, onde irá cumprir sua pena”, diz o deputado do Distrito Federal, sobre Jefferson. “Roberto Jefferson, delator do esquema do mensalão, na verdade, foi pego com a boca na botija roubando dos Correios, e na tentativa de desviar a atenção sobre os fatos fez o que todos nós já sabemos”, lembra.

Dois pesos e duas medidas

No texto, Chico Vigilante afirma ainda que o presidente do Supremo, ao expedir mandado de prisão para apenas parte dos réus, incluindo Dirceu, Genoino e Delúbio, “demonstra que tem a intenção clara de perseguir os petistas condenados pela Ação Penal 470” e que, por isso, trabalha com dois pesos e duas medidas. “O ministro Joaquim Barbosa deveria agir de forma condizente com seu cargo e não se utilizar de dois pesos e duas medidas para o tratamento dos condenados petistas e dos demais”, escreve.

Leia aqui a íntegra da entrevista de Roberto Jefferson e abaixo, a nota de Vigilante:

DOIS PESOS E DUAS MEDIDAS

Mais uma vez o ministro Joaquim Barboza demonstra que tem a intenção clara de perseguir os petistas condenados pela Ação Penal 470. Dos 23 condenados, 12 ainda continuam soltos, entre eles o ex-deputado Roberto Jefferson, PTB-RJ, que além de livre, tem a petulância de dar entrevistas à Folha de São Paulo, criticando as declarações do ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu no dia de sua prisão.

Joaquim Barboza estava ciente de que, expedindo na primeira leva, mandatos de prisão contra o deputado Genoino, José Dirceu e o ex-tesoureiro do PT, Delúbio Soares, garantiria, assim como aconteceu, um verdadeiro espetáculo midiático, resultando à imprensa comercial altos índices de audiência e expondo à critica petistas considerados pelo partido como homens de valor.

Roberto Jefferson, delator do esquema do mensalão, na verdade, foi pego com a boca na botija roubando dos Correios, e na tentativa de desviar a atenção sobre os fatos fez o que todos nós já sabemos.

É um verdadeiro absurdo que sob a alegação de estar doente permaneça em sua casa, no interior do Rio de Janeiro, e ainda queira ditar ao STF, como está fazendo, onde irá cumprir sua pena.

O ex-deputado José Genoino, tem sérios problemas de coração e de pressão alta e nem por isso está livre. Enquanto isso Roberto Jefferson alega que não pode cumprir pena na Papuda, onde se encontram todos os demais condenados presos até o momento, alegando que ai se encontram desafetos seus. Desafetos seus ele deve ter em muitos outros lugares.

O ministro Joaquim Barboza deveria agir de forma condizente com seu cargo e não se utilizar de dois pesos e duas medidas para o tratamento dos condenados petistas e dos demais. Deixo aqui o meu mais veemente protesto como petista e como cidadão brasileiro, por acreditar que numa democracia temos direitos iguais, condenados ou não.

Políticos julgando políticos, adversários e inimigos históricos julgando seus pares. O Congresso Nacional, com ajuda de “petistas arrependidos” dando munição para a mídia golpista. Ministros do STF com históricos de anti petistas, vindos em sua grande maioria da elite sonsa e covarde julgando aqueles que sempre defenderam o proletariado, o que nunca foi aceito com bons olhos por esta mesma elite. Foram estes que julgaram o suposto “mensalão”. Junte tudo isso, misture, deu no que deu. Um mentirão. No início do julgamento no STF, um dos inúmeros advogados de um dos réus quis exibir no PowerPoint prova de que não haveria coincidência entre as votações do Congresso e o dinheiro recolhido no Banco Rural, o que derrubaria a tese de compras de votos. Era para o Brasil todo que estava assistindo a TV Senado e outros veículos vissem a trama que estava sendo orquestrada. A exibição do programa em Power Point foi indeferida pelo presidente do STF Ayres Brito. Procedeu como ditador. Nem procurou saber a opinião de seus pares. Deu-se o julgamento. Quase todos condenados, com multas estratosféricas. Algumas destas multas, dezenas de vezes maiores que o suposto dinheiro desviado. Representante maior da mídia nefasta, O Globo presenteou o ex-ministro do STF aposentado Ayres Brito e o ministro Joaquim Barbosa atual presidente do STF com o “Premio Quem Faz a Diferença” por terem julgado o suposto mensalão, pendente ainda de julgamentos de recursos que poderiam favorecer alguns dos réus. Por sua vez, Merval Pereira colunista editorial do mesmo O Globo exibia seu livro sobre o suposto mensalão em uma noite de autógrafo sem esperar pela conclusão do julgamento. Mas, foi esta mesma elite golpista que baniu o ex presidente João Goulart da política e que depois o matou. A mesma que quase fez o mesmo com Lula. A mesma elite hipócrita que apoiou a ditadura ou a “ditabranda” como diz a Folha de São Paulo. É a mesma elite do Globo que deu sustentação a ditadura e anos depois pediu desculpas. É a mesma elite que daqui a 50 anos poderá reconhecer outra vez que errou no caso do suposto mensalão. Será tarde. Então, todos estarão mortos e, a mesma elite voltará a condenar sem provas apostando no esquecimento. Não vamos esquecer não! Vou guardar os recortes de jornais com matérias escritas por esta canalhada da mídia em minha “caixa preta” junto com a minha versão dos fatos e, vou dar a guarda para meus filhos, para que repassem aos meus netos junto com todos os documentos que destruirão esta manobra pérfida. Estes abutres entrarão para a história como os maiores golpistas de que se tem notícia neste século. Nossos filhos e netos contarão a verdadeira história deste mentirão.


About A Politica e o Poder

%d blogueiros gostam disto: