Iris Rezende afirma que não irá se omitir “quando os destinos de Goiás estão em jogo”

Ex-governador recebeu lideranças do PMDB durante todo o dia, conversou com a imprensa e destacou que não disputa convenção, seja com quem for. Encontro com Friboi deve ocorrer na quarta-feira
Fernando Leite/Jornal Opção

Iris Rezende: “Eu não vou, em hipótese nenhuma, disputar convenção com ninguém. Eu só serei candidato se o partido não tiver um nome”
Ketllyn Fernandes

Já era início da noite desta terça-feira (25/3) quando Iris Rezende saiu de sua sala no escritório político inaugurado recentemente na Avenida T-9, na altura do Setor Marista. O Jornal Opção Online o aguardava desde às 17h. O dia foi movimentado no QG do peemedebista, que teria recebido só hoje cerca de 70 pessoas e amanheceu com jornalistas em buscas de declarações do ex-prefeito. A reportagem presenciou todo o entra e sai. Numa exclusiva, Iris Rezende foi mais que categórico ao abordar o óbvio: não disputa convenção. Não lutará para ser candidato ao governo, mas não será omisso ao que definiu “de esta situação” sobre o Estado de Goiás. “Eu não vou, em hipótese nenhuma, disputar convenção com ninguém. Eu só serei candidato se o partido não tiver um nome.”

Perguntado sobre encontro tido como eminente para esta semana com o empresário José Batista Júnior, o Júnior Friboi, Iris afirmou que a “efervescência” em torno do possível resultado dessa conversa se deve ao posicionamento do PT, apontado em encontro regional do último sábado, de que se ele for o cabeça da chapa, o partido manteria a aliança com o PMDB para o primeiro turno. “Foi uma decisão que eles [PT] tomaram, consequentemente não apoiariam o Júnior. Isso que criou esse incomodo, porque o PT disse: ‘Mesmo que seja o Iris, tem que definir até tal data porque se o Gomide se desincompatibilizar não tem mais jeito, ele será candidato’”, disse.

A reportagem quis saber se nesta conversa –– que poderia acontecer a qualquer momento e que é mantida sobre total sigilo, com assessores que tentam despistar a imprensa –– seria apresentando a Friboi a situação e as consequências de uma decisão errada, mas Iris se limitou a dizer que é o empresário que quer se reunir com ele, desde a semana passada. “Ele que pediu essa conversa, já está fazendo uns dez dias”, disse, explicando que o encontro não ocorreu ainda porque ele teve que ir para sua fazenda resolver questões importantes e que, na última segunda-feira (24), foi Júnior Friboi quem não pôde, devido o falecimento de um tio. Fonte próxima a Iris, depois das 22h, garantiu que esse encontro deve ocorrer somente na quarta-feira (26).

Embora fale em tom crítico quanto à imposição do PT, Iris Rezende também se diz lisonjeado em ser apontado como o nome que une a oposição. O peemedebista ponderou que o fato de aparecer com destaque em pesquisas eleitorais sem sequer ser pré-candidato é normal, devido sua trajetória política e pelos cargos nos quais esteve à frente. A partir deste ponto Iris dedicou boa parte da entrevista afalar sobre sua atuação política em Goiás. Foi quando passou a ser enfático e assumiu discurso de quem permanece a todo vapor, iniciando críticas ao governo marconista, sobretudo à atual gestão.

Citando o desenvolvimento do Estado, rodovias que surgiam, infraestrutura que chegava, Iris Rezende disse: “Enquanto Goiás se apresentava como o povo que construía mil casas num só dia, o que nós vimos tristemente é o Estado envolvido com uma quadrilha, provocando uma das piores histórias que a História do Brasil registra. Isso que me entristece e que me motiva a não ficar indiferente nem omisso nesses momentos políticos”.

Como nas entrevistas concedidas pela manhã, o ex-prefeito voltou a agradecer “ao povo goiano” pelo apoio que recebeu em sua vida política, tendo dito que é isso que o faz estar “amarrado à política.” “O que eu recebi do povo não me permite ser omisso quando os destinos de Goiás estão em jogo.”

Enquanto concedia esta entrevista o presidente do PMDB goiano, o deputado estadual Samuel Belchior ligou no celular de Iris Rezende, que o atendeu prontamente. Samuel lhe perguntou sobre a ligação de alguém, que Iris disse não ter telefonado até aquela hora. Depois ficou confirmando informações que lhe estavam sendo passadas, sem deixar-se entender. Momentos depois foi o deputado Bruno Peixoto, líder da bancada peemedebista na Assembleia Legislativa, que chegou. O parlamentar estava atrasado e antes de iniciar a entrevista com o Jornal Opção Online, Iris havia dito que não dava para esperá-lo mais. Já passava das 19h quando nossa entrevista foi concluída, o ex-prefeito acabou o atendendo. Lá se foi mais de uma hora de conversa, que, em alguns momentos, deixou-se ouvir aos que aguardavam na recepção ao lado da sala de Iris Rezende. Falavam de José Batista Júnior.
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