Investigação Depoimento falso sobre desvio de verba do DF Digital na mira da polícia

Na Operação Firewall, em agosto, foram recolhidos computadores de envolvidos nas supostas irregularidades  (Monique Renne/CB/D.A Press - 2/8/12)


Investigado por peculato e formação de quadrilha, o ex-grão-mestre da instituição maçônica Grande Oriente do DF Jafé Torres pode ser indiciado também por denunciação caluniosa e fraude processual. A Polícia Civil e o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) apuram uma ocorrência registrada em março na 1ª Delegacia de Polícia (Asa Sul), segundo a qual um homem teria informado que foi contratado para encontrar um pistoleiro a fim de matar Jafé. …

O depoimento, entretanto, acabou alterado no mês passado, quando Carlos (nome fictício) disse aos policiais que fez o relato a pedido de Jafé e de outros três homens para que uma testemunha do inquérito da Delegacia de Combate ao Crime Organizado (Deco), que investiga o ex-grão-mestre por irregularidades na gestão do Programa DF Digital (veja Entenda o caso), perdesse credibilidade.

A suposta denúncia caluniosa e a tentativa de atrapalhar as investigações fizeram com que a Deco e a Promotoria de Fundações pedissem, no mês passado, a prisão preventiva de Jafé Torres, Reginaldo Silva, Stuart do Rêgo e Tasso de Siqueira Ottoni. O pedido foi negado pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT). “Mas já recorremos. Essas pessoas estão querendo macular provas para atrapalhar as investigações e não serem condenadas”, afirmou o promotor Rogaciano Bezerra Leite Neto. “É importante que eles fiquem presos por tempo indeterminado. Eles querem denegrir as fontes de informações que temos”, acrescentou Rogaciano.


Fonte: Correio Braziliense – 21/10/2012

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