Instituições oferecem ensino bilíngue


Instituições oferecem ensino bilíngue
Por agregar um grande número de estrangeiros, Brasília possui unidades das principais escolas bilíngues do país. Além de ensinar dois idiomas simultaneamente, essas instituições de ensino oferecem, ainda, a metodologia de ensino de cada país

Tamanho da Fonte CLARISSA GALINDO E REJANE EVARISTO
mevaristo@grupocomunidade.com.br Redação Jornal da Comunidade

Fotos: Divulgação 


O idioma ensinado desde a infância facilita o aprendizado e a segunda língua é falada pela criança de forma mais natural

Brasília, como a capital do país, agrega um grande número de estrangeiros. Para atender a essa demanda, a cidade já conta com escolas especializadas em ensino bilíngue, que, além do idioma, agregam também a filosofia de ensino de alguns países como Suíça, Estados Unidos e Canadá.

Em 2012, cerca de 33 mil profissionais estrangeiros obtiveram permissão para trabalhar no Brasil. Só em Brasília esse número é de mil pessoas para o mesmo período. Os dados são da última pesquisa realizada pela Coordenação Geral de Imigração (CGig) do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Com base nesse público, o Distrito Federal conta com escolas especializadas em educação estrangeira, que, diferentemente das escolas brasileiras que objetivam formar alunos aptos a passarem no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e Universidades Federais, mostram uma preocupação com a formação humana e crítica dos alunos.

Formação de alunos 


A Escola Suíça, por exemplo, usa um método de aprendizado diferente do aplicado nas escolas tradicionais brasileiras. O ensino da instituição é marcado pelas aulas bilíngues, em que, tanto o português como o inglês são dados em sala de aula. De acordo com a filosofia da escola, apesar de usar livros como ferramentas escolares para trabalhar questões didáticas, o foco é dado na construção de princípios dos alunos. Ou seja, o objetivo principal é formar alunos com uma visão crítica de mundo, com mente aberta, reflexiva, comunicadora, cuidadosa, audaciosa e equilibrada.
De acordo com o diretor-geral da Escola Suíça, David Norman, a inserção da criança na segunda língua ocorre de forma natural. “Os professores falam em inglês durante as aulas, mas não obrigam os alunos a falarem a língua. A criança fala quando se sente confortável. Para isso, costumamos deixá-las à vontade”, explica.

Norman afirma que a convivência diária é a melhor forma de ensinar um novo idioma às crianças. A professora de pedagogia e pesquisadora da Universidade de Brasília (UnB), Fátima Guerra, concorda com a prática de ensino usada na instituição e defende a matrícula de jovens e crianças em escolas de ensino bilíngue. “A fluência em outra língua abre um mundo de oportunidades profissionais, principalmente no mundo globalizado em que vivemos. Quanto mais cedo a criança começa a ter contato com uma segunda língua, mais fluente ela tende a ser.”

Guerra explica que, quando o idioma é ensinado na infância, a criança não tem, sequer, sotaque ao falar, o que acaba sendo, segundo ele, uma consequência positiva da aprendizagem nesse período. “Nessa fase você não nasce com as conexões cerebrais feitas, você nasce com o potencial de desenvolvê-las.” “Por mais estímulos que os pais deem, não é a mesma coisa que uma escola de outra língua. Quando a criança ou o jovem estuda numa instituição do tipo, há uma gama de estímulos maiores”, afirma. “Quando meus alunos conseguem ler em inglês, eu celebro, porque eles têm acesso a uma série de materiais, livros e conteúdo muito maior do que quem não lê, por exemplo.”

Diferencial na vida
Foto: DivulgaçãoO ensino da Maple Bear Canadian School é baseado na metodologia canadense
A Escola Americana de Brasília desenvolve o programa acadêmico baseado em um ambiente de aprendizagem por meio de apoio e estímulo. De acordo com a filosofia da instituição, o rigor é dado com base em cinco pilares de acadêmicos: artes, liderança, aprendizagem de serviço e atividades.
O economista Luiz Raimundo, pai de Hugo Ishaq Fernandes, acredita que o aprendizado bilíngue é um importante diferencial na vida acadêmica. “Matriculei meu filho na Escola Americana porque percebi a importância do inglês na sociedade como uma língua universal. Além disso, eu tive contato com vários alunos que estudaram na escola americana e eles sempre mostraram ter contato com um número maior de culturas e uma visão de mundo aberta”, disse.

Além do ensino em dois idiomas, a escola se destaca também por oferecer cerca de 40 atividades extracurriculares. De acordo com a diretora de admissões da Escola Americana, Noela Xavier, esta prática também é realizada com base no ensino americano. “Os americanos têm um estilo diferente. Nele, os alunos são estimulados desde cedo a desenvolver projetos paralelos ao estudo intraescolar.”

Ensino canadense


A Maple Bear Canadian School de Brasília existe há nove anos e faz parte da rede mundial de escolas Maple Bear Global Schools. A proposta pedagógica abrange o currículo brasileiro e é baseado na metodologia canadense.

Segundo a responsável pela admissão dos novos alunos da Maple Bear, Sylvia Tezmos, a escola constrói um programa com uma base sólida para cada aspecto do desenvolvimento, como o intelectual, o criativo, o emocional, o social e físico, além de fornecer um pilar concreto para uma aprendizagem mais estimulante e eficaz.

“O programa canadense utiliza somente estratégias de ensino que tenham eficácia comprovada. Entre os princípios pedagógicos que formam a base do programa Maple Bear estão: pequeno número de alunos por professor, o que resulta em grande qualidade no processo de aprendizagem e ampla participação dos alunos nos vários estágios de desenvolvimento; o programa utiliza uma abordagem de ensino integrada”, esclarece. Os professores da Maple Bear são capacitados de forma contínua, indo além da graduação. “Os professores, além de possuírem graduação em instituições brasileiras de ensino superior, fazem parte de um contínuo programa de capacitação profissional onde são oferecidas orientações de especialistas canadenses, a fim de garantir a compreensão do programa e a aprendizagem de novas estratégias de ensino”, relata Sylvia Tezmos.


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