Inflação começa a mostrar sinais de fadiga e índices voltam a cair


O mercado financeiro reduziu a projeção de inflação e elevou a estimativa de crescimento da produção industrial

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que revela os níveis médios de inflação, medido pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), na cidade de São Paulo, fechou o mês de abril com alta de 0,53% – variação inferior à apurada em março (0,74%). Foi a segunda menor taxa do ano, ficando levemente acima apenas do constatado no encerramento de fevereiro (0,52%).

O resultado foi influenciado principalmente pelo grupo alimentação, com alta de 1,23% – bem abaixo do índice registrado em março (2,22%), que foi o maior nível do ano. Também ocorreu decréscimo em transportes (de 0,81% para 0,16%) e vestuário (de 0,45% para 0,07%). Nos demais grupos, houve avanços em habitação (de -0,01% para 0,04%), em despesas pessoais (de 0,67% para 1%), em saúde (de 0,5% para 1,15%) e educação (de 0,06% para 0,08%).

Produtor

Já o Índice de Preços ao Produtor (IPP) registrou variação negativa de 0,22% em março, na comparação com fevereiro (0,52%). O índice mede a evolução dos preços dos produtos de 23 setores da indústria de transformação, na saída das fábricas sem impostos e fretes. Com a variação de março, o IPP fecha com o primeiro resultado negativo desde o registrado em outubro do ano passado (-0,45%). Os dados referentes ao Índice de Preços ao Produtor foram divulgados nesta manhã, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O resultado acumulado em 2014 chegou a 1,73%, em março – resultado que, no entanto, é 0,23 ponto percentual menor do que a taxa anualizada dos primeiros dois meses do ano: 1,96%. Já ainflação acumulada nos últimos 12 meses (a taxa anualizada) encerrou março com alta de preços de 7,96%, contra os 8,24% do período imediatamente anterior.

O IBGE apurou alta de preços em apenas cinco das 23 atividades pesquisadas, contra as 14 atividades do mês anterior. As quatro maiores variações de março em relação a fevereiro foram em equipamentos de informática, produtos eletrônicos e óticos (-2,54%); fumo (-2,01%); impressão (-1,66%) e madeira (-1,60%).

Mas os itens com maior influência, ou impacto, na variação negativa, foram equipamentos de informática, produtos eletrônicos e óticos (menos 0,07 ponto percentual), fabricação de máquinas e equipamentos (menos 0,04 ponto percentual), refino de petróleo e produtos de álcool (menos 0,04 ponto percentual) e outros produtos químicos (menos 0,04 ponto percentual).

Série histórica

Mesmo com variação negativa de 0,22% em março deste ano, em relação a fevereiro, a inflação medida pelo Índice de Preços ao Produtor (IPP) acumula o terceiro maior resultado de série histórica, iniciada em dezembro de 2009. Divulgado hoje (6), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o IPP acumula nos últimos 12 meses alta de 7,96% – menor apenas do que os 8,24% registrados em fevereiro e os 8,04% em janeiro de 2010.

Segundo o Instituto, a taxa acumulada nos últimos doze meses até março, traz entre as quatro maiores variações os preços do item fumo (alta acumulada de 16,12%), calçados e artigos de couro (14,49%), alimentos (11,54%) e máquinas, aparelhos e materiais elétricos (11,20%).

As principais influências na comparação de março contra o mesmo mês do ano anterior vieram de alimentos (2,22 pontos percentuais), refino de petróleo e produtos de álcool (1,12 ponto percentual), outros produtos químicos (0,81 ponto percentual) e metalurgia (0,70 ponto percentual).

Em contrapartida, os preços dos alimentos vêm contribuindo para reduzir a alta do IPP anualizado. Em março o grupo fechou com em – 0,06% na comparação com fevereiro, enquanto a taxa acumulada nos primeiros três meses do ano foi 1,03%.

Mesmo com os resultados negativos do trimestre, os preços dos alimentos fecharam março 11,54% acima do que os do mesmo mês do ano anterior. “É o maior resultado desde fevereiro de 2013 (11,88%)”, afirma o IBGE. Entre os produtos em destaque em termos de influência, sobressaíram, com variações negativas de preços, os resíduos da extração de soja e os sucos concentrados de laranja. Com variações positivas, destacaram-se o leite esterilizado e o açúcar cristal”.


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