Hildete Moura de Souza, estudante do campus Taguatinga Centro.


Por : Germano Guedes.

Hildete Moura de Souza, estudante do campus Taguatinga Centro.

A ideia deste matéria veio da professora do campus Taguatinga Centro Jane Christina Pereira, que dá aulas no programa Mulheres Mil. “Conversa com Dona Hildete Moura, ela tem uma história legal” disse a professora.

O IFBsegui a sugestão da docente e foi atrás da dona Hildete, Hildete Moura de Souza, nascida há 57 anos, em Jacobina, na bahia, enfatiza e entrevistada. Atualmente, essa estudante do IFB é Líder Comunitária e participa da organização dos moradores da Cidade Estrutural.
O motivo maior que levou o IFB informa a falar com Dona Hildete é uma curiosidade pedagógica. Ela entrou em uma escola, como estudante, apenas duas vezes: a primeira aos 10 de idade lá em Jacobina, na Bahia, e a segunda vez, aos 57 anos, no Campus de Taguatinga Centro do IFB.

Esses 47 anos longe das salas de aula não impediam a líder comunitária de aprender a ler e a escrever. Sem escola, ela dedicou aprender sozinha, e aprendeu. Lê, escreve, executa trabalhos que existem conhecimentos mais complexos, mas não pode ir muito longe pela falta de qualquer diploma ou mesmo certificado que prove suas habilidades.
Eladiz que o Programa Mulheres Mil foi uma “luz no fim do túnel”, a possibilidade de “Legalizar ” seu conhecimento. Dona Hildete explica que o afastamento das escolas foi causado pela pobreza. Ouvindo-a contar sua historia, percebe se que não foi exatamente o fato de ser pobre que a excluiu da sala de aula: que isso foi o preconceito de classe.

“A professora mandou comprar um livro da { editora} FTD. Como não tinha dinheiro, minha tia pegou alguns livros.

Ao falar do IFB e do Programa Mulheres Mil, Dona Hildete diz: “ate contato com a arte eu tive; vi que arte não é só para rico, pobre também tem aceso”. Questionada de novo sobre como com iniciou sua alfabetização, ela repete a questão do cordel, e ai vem a conclusão dos caminhos que a levaram ao conhecimento: começou com a arte da Literatura de Cordel e continua agora com o reencontro com a arte no Campus Taguatinga Centro.

O Programa Mulheres Mil

“Quando surgiu as matrículas do IFB eu achei era um luz no fim do túnel para eu explicar para todo o mundo o que eu preciso.

Por que, para o Brasil, eu sou analfabeta, eu não sei ler, sei escrever, pois não tenho certificado, não tenho alguma coisa que prove que leio e escrevo.

A minha maior luta é para conseguir um cerificado. Que alguém me ajude. Quero um cerificado que sou alfabetizada”. Mais ela insiste: não “ é puxação de saco não(sic), eu aprendi muito no programa Mulheres Mil”.

Dona Hildete Moura estudante do IFB e Líder Comunitária na cidade Estrutural.


Com informações do Jornal impresso do Campus do IFB

Germano Guedes de olho na Estrutural.

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