Governo volta a ser derrotado por rebelados da base aliada no Congresso

Governo volta a ser derrotado por rebelados da base aliada no Congresso Um dia depois de criarem comissão externa para investigar a Petrobras, rebeldes decidiram emparedar nove ministros, a presidente da Petrobras e o secretário executivo do Ministério de Minas e Energia

Paulo de Tarso Lyra – Correio Braziliense

Andre Shalders – Correio Braziliense

Denise Rothenburg

Oposição e integrantes do blocão fecham acordo para a convocação de ministros: revés governista

Em mais um dia da guerra travada pelo Palácio do Planalto com a base aliada no Congresso, o governo acabou massacrado com a aprovação de convocações e convites para nove ministros, para um secretário executivo – Márcio Zimmermann, de Minas e Energia – e para a presidente da Petrobras, Graça Foster. Depois de ser derrotada na véspera pelo blocão de 250 deputados, que aprovou a criação da comissão externa para investigar a Petrobras, a presidente Dilma Rousseff amargou mais um revés capitaneado pelo grupo de insatisfeitos, tendo à frente o líder do PMDB na Câmara, Eduardo Cunha (RJ).

A quarta-feira só não foi mais cinzenta porque, no apagar das luzes da terça-feira, o chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante, ligou para o presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), pedindo que o projeto do Marco Civil da Internet não fosse votado em plenário. Henrique consultou os líderes partidários e transferiu a análise da matéria — considerada fundamental para o governo ter o que apresentar no IV Fórum da Internet no Brasil, no fim de abril — para a semana que vem.

Foi mais um dia nervoso na Praça dos Três Poderes. “Meu telefone tocou o dia inteiro, foi um inferno”, admitiu o líder do governo na Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP). Houve bate-boca em diversas comissões, mas o maior entrevero ocorreu na Comissão de Fiscalização e Controle, envolvendo Eduardo Cunha e o líder do PP na Câmara, Dudu da Fonte (PE). Na terça, Mercadante conseguiu que o PDT e o PP saíssem do blocão. A retaliação foi fulminante: Manoel Dias (Trabalho) e Aguinaldo Ribeiro (Cidades) acabaram convocados para explicar irregularidades na pasta.


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