George Hilton A juventude e o voto

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Desde a redemocratização do País, em 1946, o Brasil vem experimentando mudanças comportamentais na sociedade com destaque para os jovens, que tradicionalmente são os primeiros a se posicionarem quando o assunto é liberdade de expressão, imprensa, culto e outras garantias fundamentais.

Mesmo quando vivíamos no período da ditadura, os movimentos juvenis foram responsáveis por quedas de paradigmas, tabus e que influenciaram toda uma geração. Seja na musica, na arte, no esporte, cultura ou na religião, a participação dos jovens funciona como uma espécie de termômetro, um balizamento para se obter resultados positivos, ou seja, se a moda “pega” entre os jovens ela dissemina rápido e ganha proporções dantescas. Infelizmente, não foram só a cidadania e boa prática que enxergaram na juventude o seu grande baluarte. O crime organizado, as drogas, a AIDS e a desagregação familiar miraram nossos jovens e os transformaram em potenciais disseminadores da violência, da barbárie e consequentemente do desequilíbrio social.

Os governos gastam, todo ano, volumosa quantidade de dinheiro com segurança pública, no tratamento de vítimas da violência urbana e familiar e o caos se instaura todos os fins de semana com acidentes automobilísticos provocados por jovens embriagados e nos estádios os mesmos são dizimados por uma briga insana de torcidas organizadas.

Na política a força jovem é considerada vital e decisiva, basta lembrar dos “Caras Pintadas” que foram as ruas para pedir o impeachment de Collor e do movimento “Diretas Já” fundamentais para os novos rumos do Brasil e que revelaram grandes lideranças das quais vemos hoje atuando no cenário político.

O jovem reúne emoção, razão e força, combustíveis essenciais para mudanças. O Brasil que sonhamos e precisamos construir ainda está muito longe, mas sem dúvida poderemos encurtar esta distância, conscientizando nossa juventude da necessidade de participar ativamente da vida política, dos partidos e dos movimentos que discutem e debatem uma sociedade melhor.

Quando um jovem de 16 anos decide obter o título de eleitor é porque nele já brotou o espírito de civilidade e patriotismo e o coloca já na condição de mudar os rumos da política através do seu voto. No próximo dia 9 encerra-se o prazo para quem deseja tirar o título de eleitor e poder votar nas eleições de outubro, portanto, é a hora de mobilizarmos a força jovem e os estimular para serem não coadjuvantes do processo eleitoral, mas sim protagonistas de novos tempos para a política e para cidadania. Pense nisto.

www.georgehilton.com.br
http://twitter.com/depgeorgehilton

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