Gêmeos que processaram Facebook querem fazer IPO de fundo de Bitcoin


Abertura de capital deve ser a 1ª de uma firma que aposta na moeda virtual.
Irmãos possuem empresa que investe na moeda que circula na internet.
Do G1, em São Paulo

Irmãos Cameron e Tyler Winklevoss deixam o Tribunal de Apelações, após uma audiência sobre a resolução de litígios com o Facebook, em São Francisco. (Foto: Stephen Lam/Reuters)

Notabilizados por terem processado Mark Zuckerberg pela autoria do Facebook, os gêmeos Cameron e Tyler Winklevoss planejam fazer a primeira abertura de capital (IPO, na sigla em inglês) da história de uma empresa que investe em Bitcoin, a moeda virtual.

Nesta segunda-feira, 1º de julho, a empresa de investimento dos dois irmãos, a Winklevoss Capital, enviou um documento à SEC (entidade norte-americana equivalente à brasileira CVM) para dar início à emissão de papéis na Bolsa.

A firma é o maior investidor declarado de Bitcoins, a moeda que circula apenas na web e não é controlada por nenhum governo ou instituição financeira formal. Os irmãos possuem aproximadamente US$ 11 milhões em bitcoins, algo como 1% do capital líquido.

O intuito deles com o IPO é arrecadar US$ 22 milhões com a oferta de 1 milhão de ações . Como é de praxe, as empresas têm de considerar nos documentos enviados à SEC os riscos que o negócio pode apresentar aos possíveis investidores.

Como se trata não só de uma modalidade nova de empreendimento, mas também muito volátil, os irmãos Winklevoss citam entre os riscos desde instabilidades trazidas por botnets até a cotação das ações da empresa serem atreladas à cotação da moeda virtual.


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