Fraude na Feira

MPDFT denunciou representantes de cooperativas por comércio irregular do terreno
Fábio Magalhães
ROBERVAL EDUÃO

Comerciantes pagavam mensalidades de até R$ 300

Integrantes da Cooperativa da Feira dos Importados (Cooperfim) foram denunciados pelo Ministério Público do DF (MPDFT) por formação de quadrilha e fraude que prejudicaram mais de 1,4 mil comerciantes da Feira dos Importados. Ao todo, 22 pessoas foram alvo do processo que exigiu uma indenização de R$ 23 milhões pelos prejuízos sofridos pelas vítimas.
Depois que o ex-governador José Roberto Arruda determinou a venda da área, a cooperativa celebrou um Contrato Particular de Promessa de Compra e Venda de Imóvel com a Ceasa e, a partir de então, tornou-se a única proprietária dos 48 lotes do local. No entanto, desde 2009, a cooperativa prometia que cada feirante receberia a escritura do lote.
Segundo o promotor de Justiça da Primeira Promotoria Criminal de Brasília, Mauro Faria de Lima, os feirantes não possuem o direito de posse dos terrenos, uma vez que a área foi adquirida pela cooperativa. “Os terrenos pertencem unicamente à Cooperfim e não há nada que assegure ao cooperado o direito à parcela desse valor correspondente. Ou seja, a cooperativa é a dona e os feirantes pagam por aquilo que não é deles. Eles se serviam de uma milícia armada para impor o terror e continuava faltando com a verdade”, explica.
Para o diretor comercial da Cooperfim, Edilson Neves, não são verídicas as informações da denúncia. “Não tem fundamento essas acusações. Somente os fundadores foram alvos”.
Uma comerciante que preferiu não se identificar conta que é proprietária de um box há 15 anos e nos últimos três começou a fazer pagamentos para a associação. No início o valor era de R$ 125 e hoje chega a R$ 380. “Ainda não me sinto lesada, mas se algo acontecer vou correr atrás dos meus direitos. Tenho todos os comprovantes de pagamento”.
Da Redação do Alô

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