Filósofo denuncia preconceito do Ministério Público contra a Universal

Filósofo denuncia preconceito do Ministério Público contra a Universal

Folha de S. Paulo colaborou com divulgação preconceituosa

padrethink.300x200O filósofo e articulista do jornal Folha de S. Paulo Hélio Schwartsman, em sua coluna publicada em 24/8, denunciou o absurdo preconceito contra a Igreja Universal do Reino de Deus na investigação conduzida pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) por uma suposta – e falsa – imposição de que bispos e pastores se submetam a vasectomia. E o jornal também tem a sua parcela de responsabilidade na divulgação de uma mentira.

Para Schwartsman, não se tem notícia dos procuradores do MPT investigando a Igreja Católica pela antiga e pública exigência de que padres façam o voto de castidade . “A vasectomia e a castidade têm o mesmo resultado — a ausência de filhos —, mas a primeira exige menos esforços”, explicou.

Além disso, o filósofo avaliou que a investigação divulgada pelo jornal Folha de S. Paulo ignora que os bispos e pastores “são grandes o bastante para exercer seu livre-arbítrio”. Ou seja, o MPT trata os membros do corpo eclesiástico da Universal de modo ofensivo e desrespeitoso, como se não fossem adultos e responsáveis o bastante para tomarem as próprias decisões.

Preconceito do jornal

O jornal Folha de S. Paulo também embarcou no mesmo preconceito do Ministério Público ao dar espaço para que os procuradores do Trabalho espalhem essa falsa acusação. Ou então o jornal precisa explicar como muitos bispos e pastores da Universal têm filhos, inclusive exercendo funções de direção na Igreja.

A Imprensa não pode destruir a honra das pessoas de modo irresponsável. Como estarão se sentindo os membros da Universal vítimas dessa mentira e expostos em público como se fossem incapazes de decidir por si próprios sobre o destino de suas famílias?

Abaixo, o artigo de Schwartsman, na íntegra:

Vasectomia x castidade

Leio na Mônica Bergamo que o Ministério Público do Trabalho investiga a Igreja Universal por supostamente obrigar seus pastores e bispos a se submeterem a uma vasectomia para ser contratados. A Universal nega a acusação.

Suponhamos, porém, que seja verdade. Há um problema ético aí? A Igreja Católica exige de seus padres que façam o voto de castidade para obter o emprego. A vasectomia e a castidade têm o mesmo resultado — a ausência de filhos —, mas a primeira exige menos esforços. De qualquer forma, não se tem notícia de procuradores investigando o Vaticano.

O que discutimos no fundo é até que ponto uma organização pode fazer exigências a seus membros sem desrespeitar garantias fundamentais. As respostas possíveis são variadas. Temos desde os entusiastas do “pacta sunt servanda” (acordos devem ser respeitados), que permite qualquer arranjo, desde que aceito livremente pelos dois lados, até os que advogam por um controle rígido do Estado que assegure que a parte mais fraca não renuncie aos chamados direitos indisponíveis, entre os quais se destacam o direito à vida, à liberdade, à saúde, à dignidade. O pressuposto lógico é o de que a parte mais fraca nunca age muito livremente, o que autorizaria o poder público a reequilibrar o jogo.

A dificuldade aqui é definir o “livremente”. Se o interpretarmos muito rigidamente, a própria liberdade não passa de uma ficção, já todas as nossas decisões tomadas em situações reais envolvem algum tipo de pressão externa. Por outro lado, relaxar demais a acepção do termo autorizaria o capitalista desalmado a promover um leilão direto entre dois desempregados para ver quem topa trabalhar pelo menor salário.

De minha parte, fico mais perto do “pacta sunt servanda” sem contudo erigi-lo num dogma. Quanto aos clérigos, são grandes o bastante para exercer seu livre-arbítrio, que, se não existe, é uma ficção necessária.

http://www.universal.org/noticia/2016/08/29/filosofo-denuncia-preconceito-do-ministerio-publico-contra-a-universal-37677.html

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