Família diz acreditar que esquartejado de Higienópolis é motorista de ônibus desaparecido


Família diz acreditar que esquartejado de Higienópolis é motorista de ônibus desaparecido

Partes de um corpo humano foram encontrados no bairro nobre da capital; cabeça estava na Sé

Do R7, com Rede Record

Foto do motorista de ônibus desaparecido (esquerda) é muito parecida com retrato computadorizado divulgado pela Polícia CivilReprodução/Rede Record

A família do motorista de ônibus Álvaro Pedroso, de 55 anos, diz acreditar que ele seja a vítima que teve partes do corpo espalhadas na região central de São Paulo. Pedroso saiu de casa em Cidade Ademar, na zona sul de São Paulo, por volta das 15h30 no dia 22 de março e não voltou mais.

No dia seguinte, as primeiras parte de um corpo foram encontradas espalhadas pelo bairro de Higienópolis. A cabeça da vítima foi achada no dia 27 de março na praça da Sé, por um morador de rua que procurava comida.

O boletim de ocorrência do desaparecimento do motorista de ônibus foi feito no dia 25 de março. Poucos dias depois, a família esteve no DHPP (Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa), após ser chamada por investigadores.

Os familiares viram a foto computadorizada do rosto da vítima feita pela perícia e fotos das partes do corpo. Eles afirmam que reconheceram o motorista. A confirmação, no entanto, depende de exame de DNA, que deverá ficar pronto somente na próxima semana.

A Polícia Civil investiga se o homem esquartejado no centro de São Paulo teria sido vítima de uma amante. Segundo a família, Álvaro Pedroso estaria terminado um relacionamento extraconjugal um pouco antes de desaparecer. A Justiça decretou sigilo do caso nesta terça-feira (8).

O morador de rua suspeito de ter espalhado as partes do corpo, detido na última sexta-feira (4), foi transferido também nesta terça-feira do 2º Distrito Policial (Bom Retiro) para Centro de Detenção Provisória de Pinheiros. O morador de rua foi flagrado por câmeras de segurança de prédios da região de Higienópolis com um carrinho de feira, usado para transportar os sacos com as pernas, braços e tronco da vítima. À polícia, o rapaz negou que tenha envolvimento na morte do homem e disse que recebeu R$ 30 para espalhar os sacos.

O caso

Um mendigo vasculhava um lixo na esquina das ruas Sergipe e Sabará, por volta de 9h de domingo (23), quando encontrou as primeiras partes do corpo — pernas e braços. Os dedos das mãos teriam sido cortados para dificultar a identificação da vítima.

Mais tarde, às 12h30, o tronco, que estava envolto em um vestido, foi encontrado, também em sacos de lixo, dentro de um carrinho de feira entre a rua Mato Grosso e a rua José Eusébio, junto ao Cemitério da Consolação. A pele foi aparentemente retirada para evitar o reconhecimento de tatuagens ou sinais. Pouco tempo depois, na rua da Consolação, também perto do cemitério, foram encontradas as coxas envoltas em saco plástico, amarrados com durex e fita crepe.

A cabeça também foi encontrada por um morador de rua na praça da Sé. Ele procurava comida na região quando encontrou o saco com a cabeça dentro.


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