Falta até material para campanhas de nanicos


Falta até material para campanhas de nanicos

Partidos nanicos afirmam que estão de mãos atadas e que os pactos com aliados não estão sendo cumpridos

Pouco atrativos no passado, os partidos nanicos ganharam espaço nos últimos anos no cenário político brasiliense. O motivo? A força de mobilização de cabos eleitorais e possíveis apoios na Câmara Legislativa, nos casos de parlamentares eleitos. Fiéis ao governo de Agnelo Queiroz (PT) durante toda gestão, agora, as siglas reclamam que até o momento o “pacto” formado para as urnas com a coligação, que ainda reúne o PMDB, não foi cumprido.

Algumas das principais peças dos nanicos queixam-se que o material de campanha prometido aos partidos e o pagamento de custos, como combustível e alimentação para cabos eleitorais, não foram repassados. E não para por aí: a chapa majoritária sequer enviou aos diretórios a logomarca para que o apoio a candidatura do governador Agnelo seja impressa nos santinhos e panfletos.

“O governo fez de tudo para nos ter na base e para darmos sustentação à candidatura do governador Agnelo Queiroz. Mas, após a coligação se formalizar, esqueceram que os partidos pequenos precisam de materiais, e a falta deles pode atrapalhar os candidatos da majoritária”, afirma Olair Francisco (PTdoB), que desistiu de concorrer nestas eleições para o Senado por falta de acordo.

Diferença

Para o presidente regional do PEN, o distrital Alírio Neto, os pequenos fazem a diferença na hora de arrecadar votos e a força dos nanicos está no poder de união que eles têm juntos. “Conseguimos unir quatro partidos e formarmos uma base dentro da Câmara Legislativa com três deputados, igualando a base do PMDB. Eles então perceberam que podemos ser fortes quando estamos juntos e que pode haver uma distribuição de candidatos pelo Distrito Federal”, explica

Apoio não é só para conseguir mais votos

Agaciel Maia (PTC) reforça que o papel dos partidos pequenos será importantes no projeto de reeleição do atual governo, principalmente pelo número de candidatos registrados por essas siglas. Porém, ele destaca que não dá para os grandes partidos darem sustentação apenas para os candidatos das legendas. “Teremos um grande papel nestas eleições. É importante frisar a sintonia entre nossos candidatos e os da majoritária. Não dá para ficar pedindo voto apenas para os candidatos do próprio partido, no caso para o próprio PT e PMDB”, alerta Agaciel Maia, que tinha pretensões de se candidatar a uma cadeira de federal, mas por falta de acordo vai buscar à reeleição.

O diretor de um dos partidos nanicos que apoiam a chapa do governador Agnelo, que preferiu não se identificar, desabafou: “Como faz campanha desse jeito sem material e com candidatos esbanjando do outro lado? Está tudo escapando entre as nossas mãos. Do jeito que está dificilmente esta eleição passa para o segundo turno”. Ele ainda lembra que os coordenadores de campanha estão no início do horário político.

O presidente do PT-DF, Roberto Policarpo, não retornou às nossas ligações.

Ponto de vista

Candidato a deputado federal, Alírio Neto critica a forma como está sendo conduzida a campanha da chapa à reeleição. Para ele “há um erro estratégico”. “Se você não municia seus soldados como vai mandá-los para a guerra? Acredito que essa é uma eleição diferente. Não está bagunçada, mas me parece desmotivada”, analisa o distrital. Ele afirma que os partidos de maior envergadura precisam motivar os pequenos, já que são esses que trabalham para arrecadar apoio ao governador Agnelo Queiroz. Ele declara que o PEN recebeu recursos vindos do PMDB, do vice-governador Tadeu Filippelli, mas que não foi o combinado ao selarem a aliança de apoio à atual gestão que comanda o Buriti.

Fonte: Da redação do Jornal de Brasília

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