Faixa na 210 Sul alerta: cuidado com o ladrão


Por Isa Stacciarini

Moradora providenciou aviso após assaltos cometidos por ciclista. Falta de segurança preocupa.

As áreas nobres do Distrito Federal, como o Plano Piloto, não estão livres da insegurança que amedronta a população. Para driblar a ação de assaltantes, a comunidade decidiu se mobilizar, alertando a vizinhança sobre o perigo. Na residencial da 210 Sul, moradores colocaram uma faixa amarela na entrada da quadra. O alerta com dizeres em preto e vermelho é sobre um homem que anda de bicicleta e assalta quem caminha pelo local. …

A atitude foi tomada depois que algumas pessoas foram feitas reféns pelo ciclista. Ele age a qualquer hora do dia e arranca colares de ouro do pescoço das vítimas, além de levar bolsas, carteira e dinheiro de homens e mulheres.

A ação dura segundos e o homem vai embora pedalando em alta velocidade. Moradora da quadra há 25 anos, Rosana Dytz já testemunhou os roubos decidiu chamar atenção dos moradores para se prevenirem. Na quarta-feira à tarde, ela instalou a faixa que anuncia: “Tem um ‘cara’ de bicicleta assaltando as pessoas que fazem caminhada”. Ontem à tarde, a faixa desapareceu e ninguém sabe dizer quem a retirou.

“O mínimo que eu poderia fazer é alertar a população sobre a atitude desse homem. A sensação é de insegurança, revolta e raiva do alto preço de impostos que pagamos para não ter proteção”, reclama.

A bancária presenciou um assalto durante a semana. Ao se aproximar de uma mulher de cerca de 60 anos, o assaltante arrancou o colar da senhora e fugiu. “Ele vinha correndo demais, atravessou a rua olhando para os lados, e quando chegou até a senhora, deu um tapa tão forte no peito dela que fez um barulho muito alto. Foi quando arrancou o colar e saiu pedalando de novo, muito rápido”, conta.

Populares chamaram a polícia, mas até o momento em que Rosana permaneceu no local, nenhuma viatura da PM havia chegado.

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A comandante do 1º Batalhão de Polícia Militar da Asa Sul, tenente coronel Sheyla Sampaio, afirma que não teve conhecimento da faixa colocada na 210 Sul, tampouco sabia das ocorrências. Segundo ela, desde quarta-feira o efetivo maior foi deslocado para a Esplanada dos Ministérios em razão da manifestação do MST. No entanto, a tenente-coronel destaca que a Asa Sul é dividida em quatro subsetores e uma viatura faz o patrulhamento de cada área. “Outras cinco viaturas ficam nas áreas mais sensíveis da Asa Sul, como as quadras 108, 109, 102 e 400 próximas a colégios e faculdades”, afirma, e completa: “A Polícia Militar não consegue estar onipresente”.

Vizinhos pedem mais policiamento


A autônoma Marleide Alves, 42 anos, mora na Asa Sul há 20 anos. Ela conta que, apenas no prédio onde mora, já aconteceram dois roubos em um ano. Segundo Marleide, não se vê policiamento na rua. “Nós estamos apavorados. Quando entro na quadra, ligo para o meu marido e peço que ele fique me olhando da janela de casa. Eu nunca vi a Asa Sul desse jeito”, diz.

Morador da 210 Sul há cinco anos, José Roberto Monteiro, 40 anos, compartilha da mesma sensação. “Não vejo um militar sequer pela quadra. A gente que gosta de andar pela região se sente intimidado”, considera.

Adelino Jaime, 71 anos, também reclama da insegurança. O aposentado vive na 210 Sul há 40 anos. “A gente anda e fica olhando para trás e para os lados, com medo. Sair a pé já não é mais seguro como antes”, conta. E o prefeito da 210 sul, Osmar Gomes Costa, conta que nesta semana um casal foi assaltado embaixo de um dos prédios. “Hoje a gente não vê mais a polícia que inibe a ação suspeita de alguém com má intenção”, afirma.


Fonte: Jornal de Brasília – 13/02/2014 

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