Faixa de pedestre é sinônimo de desrespeito e falta de manutenção no DF


No ano em que a faixa de pedestre comemora 15 anos, em vários locais as linhas brancas destinadas à travessia segura do pedestre no trânsito encontram-se apagadas e muitas são desrespeitadas. Enferrujadas, sem pinturas e até mesmo escondidas também estão as placas de sinalização, que servem de alerta aos motoristas. Em Ceilândia e Samambaia, por exemplo, basta uma rápida circulada para constatar a falta de manutenção com o que deveria estar em ordem para utilidade pública.

A consequência é o aumento do índice de atropelamentos em faixas de pedestres no Distrito Federal. Em 2012 foram sete mortes até julho, quase o dobro de igual período do ano anterior.

Segundo o especialista em segurança no trânsito David Duarte, a grande preocupação é com a falta de manutenção básica das faixas. “Uma pintura trimestral e uma pesquisa de campo ajudariam. As placas de sinalização precisam, no mínimo, ser mais visíveis para evitar que esse índice de atropelamentos aumente”, disse.

De acordo com David, as cenas de atropelamentos são consequência tanto da imprudência dos pedestres quanto dos motoristas, que não visualizam as placas, muitas vezes em péssimo estado. “A morte é só a ponta do perigo. Imagine quantas pessoas foram vítimas de um quase acidente, ou que estão afastadas por invalidez por falta de manutenção nas faixas e desatenção dos motoristas?”, questiona.

Rotina
É o que acontece em Samambaia. Próximo à mecânica de Adivalberto Souza há uma faixa de pedestre, porém a placa de sinalização está danificada por uma batida de carro. Ele conta que acidentes naquela região são rotineiros.
“Em média, quatro acidentes acontecem por aqui durante a semana. Precisamos também de um quebra-molas poucos metros antes da faixa, para fazer com que os motoristas desacelerem quando estiverem próximos dos pedestres”, diz.

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