Expedita, a bolsa-família e o anão de três pernas

Por MIGUEZIM DE PRINCESA – Expedita Antoneto, 40 anos, saiu de casa, no Paranoá/DF, para receber o benefício do Programa Bolsa-Família, no valor de R$ 130, e desapareceu. A família, preocupada, acionou o Centro de Atendimento e Despachos da Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal comunicando um possível sequestro, o que levou o delegado da área a acionar uma equipe para monitorar telefones e localizar a vítima.

Depois de cinco horas de trabalho, o sinal do telefone é localizado numa quadra transversal à Rua Alta Tensão, conhecida como a Rua das Quengas, e o suposto cativeiro também é identificado.

Quando os agentes arrombam a porta, deparam com uma cena de arrepiar: Expedita estava deitada numa esteira, com uma garrafa de Cortezano na mão; num canto de parede, dois bêbados com os olhos revirados; e numa cama-patente, com cabeceira de ferro, um anão nu, de pernas abertas, com três pernas abertas, a bem da verdade, dormindo um sono profundo. Doutor Xaropim ainda tentou acordá-lo com três banhos de mangueira, mas não houve jeito.

O delegado advertiu Expedita, informando-lhe que enviaria um ofício à presidente Dilma Roussef comunicando que ela havia gasto o dinheiro do Bolsa-Família com cachaça e cerveja, além de ter passado a noite dando a um anão.

– Dando não, seu delegado, fazendo amor, que eu sou uma mulher de respeito – retrucou. Depois, saiu da delegacia e foi gastar o restinho do dinheiro no Bar Risca Faca, que ninguém é de ferro.


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