Ex-Presidente do Orçamento Participativo da Cidade Estrutural se sente lesado

Mero Engodo
No ano passado o GDF convocou a população de Brasília para participar das eleições para Delegado do Orçamento Participativo e, para convencer as pessoas a participar desse projeto usou o argumento de que os Delegados do Orçamento Participativo do Distrito Federal indicariam as obras que deveriam ser priorizadas em cada Região Administrativa, e que ainda teriam o poder de fiscalizar sua execução, passo a passo.
A partir de sua eleição os Delegados passaram por uma verdadeira rotina de sacrifícios pessoais, pois durante o resto do ano foram tantas as reuniões, conferências e debates com propósito de gerar um documento com as prioridades de todas as Regiões Administrativas do Distrito Federal que perderam momentos de lazer com sua família, o seu final de semana, se alimentaram fora de horário, alguns quase comprometeram seu emprego e houve até um curso para capacitação que foi ministrado das 19h00min horas até as 21h30min horas que durante sua execução não foram disponibilizadas refeições, sequer cafezinho. O curso foi no Museu da Imprensa no S.I.G. de Brasília e os participantes para lá se deslocavam de todos os lugares do DF. Todos esses passos teriam que ser seguidos para o sucesso do projeto que segundo a Coordenação seria colocado em prática a partir do começo desse ano.
Acontece que, não sei quanto aos Delegados das outras R.A.s, mas, para os que persistiram na Cidade Estrutural, após tanto sacrifício, restou somente grande frustração e decepção. Primeiro que nem uma das nossas prioridades foi atendida conforme deliberamos; em nenhum momento tivemos o poder de fiscalização, pois todas as vezes que convidamos entes do pode executivo local para prestar informações, esses sequer se dignavam a comparecer; em reuniões com a Administradora Socorro Torquato, quando indagada a resposta era sempre a mesma: “estamos fazendo”, e quando aproveitávamos essas reuniões para tornar público o que estávamos executando em prol do O.P., ela em tom exasperado dizia: “não é necessário ir atrás do que ela já estamos fazendo”; trocaram o CROP sem nos informar e com ele trocaram todos os procedimentos rotineiros, inclusive a forma de nos reunir, pois a convocação se dava através do Presidente do OP buscando conciliação de horário para a maioria e desde que começou esse ano a própria coordenação é quem fazia a convocação da forma que eles queriam e é claro que não deu certo; Por último em três reuniões com os membros da coordenação nos foi informado que os remanescentes dos Delegados do Orçamento Participativo eleitos no ano passado não precisariam concorrer à reeleição, pois as eleições de 2012 serviriam apenas para completar o quadro que estava muito defasado.
Cansado de esperar pela convocação para os trabalhos do OP após as eleições, procurei a coordenação, no 6º andar do Venâncio 2000, quando pra minha surpresa fui informado pelas Senhoras Silvia e Laury que todo o grupo eleito no ano passado estava destituído e que essa destituição havia se dado em função de que não participaram das eleições desse ano.
Mister é salientar que além do fato de que fomos informados que não seria necessário concorrer novamente para e reeleição, não nos mandaram nem um impresso ou nos chamaram por telefone e ainda tem o fato de que o carro de som que passou fazendo a convocação o fez de forma genérica, em nada se referiu aos delegados que já estavam ativos.
Diante de todo o exposto, o que me parece é que o Governo do Distrito Federal apenas usou os Delegados do Orçamento Participativo como um instrumento de afirmação de uma transparência que não existe, pois as únicas obras que começaram a sair do papel são aquelas que já estavam em seus planos. E me parece também que os Delegados que começam a cobrar demais devem ser descartados sumariamente, ou seja, o Orçamento Participativo do Distrito Federal, pelo menos para a Cidade Estrutural, é um mero engodo.
Lobo
Ex-Presidente do Orçamento Participativo da Cidade Estrutural – 2011/2012

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