Ex-deputado do DF será julgado pelo homicídio de suposto amante da mulher


Ele teria contrato dois homens para cometer o crime

Do R7, com TJDFT

Tribunal julgará ex-deputado em fevereiro deste anoDivulgação/TJDF

O Tribunal do Júri de Samambaia (DF) marcou para o dia 26 de fevereiro o julgamento de um ex-deputado distrital, acusado de mandar matar um adolescente em março de 2004. Ele será julgado dez dias antes de o crime completar dez anos. Ao longo do processo, ele apresentou recursos no TJDFT (Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios) e do STJ (Superior Tribunal de Justiça).

A denúncia foi apresentada pelo Procurador-Geral da Justiça do MPDFT (Ministério Público do Distrito Federal e Territórios ) pois, na época, o réu exercia o mandato de deputado distrital na Câmara Legislativa do Distrito Federal. A acusação alega que a vítima foi morta perto da meia-noite, “nas imediações de uma parada de ônibus próximo a um viaduto que liga o Recanto das Emas a Samambaia”, enquanto voltava para casa da escola onde estudava.

Ainda de acordo com a denúncia, dois homens o teriam colocado em um carro e levado até o local onde foi baleado na testa e na nuca. O atirador teria sido um adolescente e o outro, maior de idade, teria sido encarregado de dirigir o carro.

Segundo o processo, o maior de idade foi apontado como auxiliar nos negócios ilícitos de um bicheiro com quem Xavier teria ajustado o crime.

A denúncia registra ainda que bicheiro teria dado aos rapazes a arma do crime e R$ 2 mil de adiantamento.
O motivo do crime estaria ligado á vida conjugal do réu. Explica a acusação que o relacionamento com a esposa havia se deteriorado pois ela, apesar de ser casada, passou a manter, múltiplos relacionamentos extraconjugais com adolescentes, entre eles a vítima, de 16 anos.

O Ministério Público relata que o réu ficou descontente com a situação, que havia se tornado pública e conhecida no local onde o casal vivia, inclusive na igreja que eles frequentavam. O ex-deputado resolveu então tomar providências para resolver a questão, já que a exposição pública da mulher comprometia sua imagem de homem religioso e de político de destaque no Distrito Federal. Por isso, propôs uma ação de separação de corpos para afastar a mulher do lar conjugal.

Ainda de acordo com o MP, o réu também teria decidido procurar a vítima em sua residência e ameaçá-la, além de contratar alguém para executar o crime, ao preço de R$ 15 mil.

O réu foi pronunciado para responder perante júri popular por homicídio qualificado por recurso que dificultou a defesa da vítima.


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