Evangélicos já estão no comando de cinco partidos do Distrito Federal


Evangélicos já estão no comando de cinco partidos do Distrito FederalCinco partidos do Distrito Federal possuem na chefia líderes religiosos protestantes, o que demonstra a força do segmento no pleito do ano que vem. E não é segredo que o quinteto vem se reunindo para ter mais espaço nas negociações locais

Arthur Paganini

O deputado federal Ronaldo Fonseca é presidente do recém-criado Pros

Na construção de uma candidatura majoritária, o postulante a um cargo público no Distrito Federal não poderá deixar de buscar o apoio de um segmento religioso que já comanda cinco partidos na capital da República. Para 2014, evangélicos ligados a diferentes correntes protestantes serão cada vez mais cobiçados pelos candidatos ao governo. Não só pela inédita representatividade em legendas partidárias, mas pelo discurso político-religioso professado que se confunde com a promessa de uma nova era. Os segmentos religiosos, especialmente o evangélico, serão determinantes para a configuração política no próximo ano.

Pastor Egmar Tavares PSC


Pela primeira vez na capital, cinco partidos serão comandados por evangélicos durante uma eleição. São eles o PP, PRB, PTN, Pros e PSC. O plano desse grupo para o próximo ano é unir-se durante a formação das coligações proporcionais e majoritárias para postular candidaturas mais representativas, como a de senador ou até a de vice-governador, caso o PMDB rompa a aliança com o PT. Com as nominatas formadas, os cinco presidentes reúnem-se regularmente para chegarem fortalecidos às vésperas das eleições. Mas há o desafio de centralizar tantos interesses em torno de uma única proposta.
Presidente do PSC-DF, Egmar Tavares, pastor há quase 25 anos na Assembleia de Deus de Madureira, é pré-candidato a deputado distrital e conhece a força do segmento evangélico na política. “Para qualquer lado que nós formos, podemos definir uma eleição. Queremos negociar espaço e quem nos der maiores condições vai levar vantagem”, resume. Irmão de Tavares e presidente do PRB, o pastor Wanderley Tavares reforça o coro pela busca à vaga de senador na aliança governista. Para ele, se o segmento chegar unido em 2014, terá cacife suficiente para eleger ou indicar um nome. “Até agora não sabemos quem será nosso candidato, mas o principal é manter as articulações para negociarmos lá na frente”, afirma.

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