“Estado não cumpre seu papel”, dispara nova cara do PPS


“Estado não cumpre seu papel”, dispara nova cara do PPS


   A população do Distrito Federal quer mudanças de desempenho e de mão de obra dentro da Câmara Legislativa. As ruas pedem isso atualmente e pediram também nas manifestações de junho do ano passado. Querem fôlego novo na Casa de Leis. Calçado nessa necessidade popular e vestidos dessas características, figuras novas aparecem para o eleitor e prometem fazer a diferença nas urnas. Um deles é o jovem Leo Borges. Filiado ao PPS, ele garante que se encaixa no perfil pretendido pelos eleitores. Nesta entrevista, ele conta seus objetivos para a CLDF e afirma ter condições de fazer a diferença. Confira:

Quem é Leo Borges?
Sou brasiliense, nascido e criado aqui. Tenho 24 anos e estudei Administração de Empresas.

E quem é o candidato Leo Borges?

É um cara novo, mas que tem todo o gás para ajudar a sociedade e oferecer mudança às pessoas. Eu conheço as demandas da população, principalmente, por que já senti na pele a falta dos serviços essenciais do governo. Só quem enfrenta ou já enfrentou filas de hospitais públicos e não conseguiu atendimento sabe o que é. Para alguém que estudava Administração, ter sido prejudicado por falta de gestão no serviço público me motivou a lutar por melhorias para todos.

Por que decidiu se candidatar a deputado distrital?

Nas ruas, a principal vontade popular é a renovação. As pessoas estão cansadas da velha política. Uma pesquisa no início do ano, e registrada no Tribunal Superior Eleitoral, mostra que 60% dos brasilienses querem caras novas na Câmara Legislativa. Não sou eu que estou dizendo. Está confirmado pelos eleitores. Sempre reclamei da política, mas não adianta reclamar e não fazer nada para mudar. Temos que identificar formas de contribuir para a solução. E pensando nisso me coloquei à disposição. Espero ser essa renovação, mas que tem na mente a vontade de ajudar o povo porque conhece suas necessidades.

A Câmara Legislativa tem uma marca negativa para população. O que você pensa disso e o que deveria ser feito para mudar visão dos eleitores?

Acredito que essa renovação pode mudar esse conceito. Mas é compreensível a insatisfação das pessoas com o legislativo local. Não há uma produtividade beneficiando o povo. Ainda temos as crises que já passamos como a Caixa de Pandora, onde alguns políticos perderam mandatos. Pessoas invadindo a sede antiga para pedir a saída do ex-governador. Antes disso tivemos os episódios de grilagem de terra envolvendo parlamentares. Com tudo isso, não se pode culpar a sociedade. É preciso repensar a nossa representatividade. Precisamos de mudanças e tirar esse estigma de que a Câmara é um puxadinho do Buriti.

Como você avalia a gestão político/administrativo do Distrito Federal?

Infelizmente a nossa realidade hoje é que o Estado não cumpre seu papel com presteza, e a população depende da velha politicagem pra sobreviver. Da indicação de um político pra conseguir uma cirurgia num Hospital Público, da indicação de um político para conseguir um emprego, por que não está tendo capacitação e formação adequada. Até porque o Estado não está apoiando os setores que geram emprego e renda, e sim sobretaxando os empresários.

Que mudanças você acha que podem ocorrer para melhorar a gestão no DF?

Uma das minhas propostas é lutar para que haja participação da população na escolha dos Administradores Regionais. Pressionar o GDF para que crie mecanismos onde a sociedade pratique a democracia e opte por quem ela quer que seja seu representante. Defendo também o fortalecimento da Estratégia de Saúde da Família nas Unidades Básicas de Saúde. Temos que identificar formas de trabalhar a Saúde de uma maneira preventiva, com atendimento de qualidade próximo à residência das pessoas e, principalmente, investimentos em educação. Por incrível que pareça, a maioria da população já possui uma consciência política. Mas de nada isso adianta se o povo ainda depende da politicagem pra sobreviver. Por mais que a maioria da população queira gente nova e honesta, ela precisa ter condições mínimas de sobrevivência pra poder votar de acordo com o que pensa. Nós temos mais de 15 propostas que vão mudar essa realidade e transformar a política do DF.



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