Esse será o debate de 2014.

Foto: Durante esses dias que estou na Europa, muitas pessoas têm me questionado sobre as manifestações ocorridas no Brasil nos últimos meses. E tenho dito sempre que elas aconteceram não por que os brasileiros perderam seus direitos, mas sim por uma vontade do povo de aprimorar a democracia.  É certo que as pessoas não estão mais nas ruas com a mesma intensidade. Principalmente, por não quererem ser confundidas com atos de violência de alguns poucos. Mas toda aquela pauta de reivindicações ainda está valendo. Inicialmente, vimos que as manifestações geraram alguns resultados, como a diminuição da tarifa do transporte público e a aceleração de algumas votações no Congresso.  Mas os problemas principais que levaram o povo às ruas ainda não foram respondidos. As  questões colocadas para a educação, para a saúde, para a melhoria da qualidade de vida nas cidades, por exemplo, têm respostas que ainda estão por ser dadas.  Aos europeus e, principalmente, ao brasileiros que residem aqui, tenho deixado claro que nenhuma força política no Brasil tem condições de destruir as conquistas dos últimos anos. Mas reforço sempre que o Brasil, nos próximos anos, definirá seu papel no cenário internacional.   Esse será o debate que o Brasil deve fazer no próximo ano, nas eleições. Vamos fazer um debate consistente sobre a agenda nacional que está interditada. Não é uma agenda apenas do próximo governo, é um debate de uma nova geração.  Falei ontem para mais de 200 investidores em Londres. E o que o investidor estrangeiro quer é clareza sobre onde o país quer chegar. Não vim aqui para falar mal do meu pais, mas é preciso ser honesto para ter credibilidade. Os problemas não podem ser escondidos e precisam ser enfrentados. Há uma crise de expectativa nos últimos 18 meses que precisa ser superada.   E isso está ligado diretamente a ouvir as reivindicações populares destas manifestações.  Pernambuco atrai investimento porque tem governança com planejamento e um modelo centrado em resultados, em meritocracia, participação da população na escolha das prioridades e transparência.  Temos que discutir os rumos estratégicos do país. O Estado brasileiro vai ter que prover ao mercado regras que melhorem o ambiente de negócios. Mas não é só isso. Tem que ao mesmo tempo prover serviços de qualidade para a população. Não existe ambiente de negócio favorável sem mão-de-obra qualificada (e isso significa melhor educação), sem um bom serviço de saúde, sem mobilidade para as pessoas...   Esse será o debate de 2014.


  Durante esses dias que estou na Europa, muitas pessoas têm me questionado sobre as manifestações ocorridas no Brasil nos últimos meses. E tenho dito sempre que elas aconteceram não por que os brasileiros perderam seus direitos, mas sim por uma vontade do povo de aprimorar a democracia.

É certo que as pessoas não estão mais nas ruas com a mesma intensidade. Principalmente, por não quererem ser confundidas com atos de violência de alguns poucos. Mas toda aquela pauta de reivindicações ainda está valendo. Inicialmente, vimos que as manifestações geraram alguns resultados, como a diminuição da tarifa do transporte público e a aceleração de algumas votações no Congresso.

Mas os problemas principais que levaram o povo às ruas ainda não foram respondidos. As questões colocadas para a educação, para a saúde, para a melhoria da qualidade de vida nas cidades, por exemplo, têm respostas que ainda estão por ser dadas.

Aos europeus e, principalmente, ao brasileiros que residem aqui, tenho deixado claro que nenhuma força política no Brasil tem condições de destruir as conquistas dos últimos anos. Mas reforço sempre que o Brasil, nos próximos anos, definirá seu papel no cenário internacional.

Esse será o debate que o Brasil deve fazer no próximo ano, nas eleições. Vamos fazer um debate consistente sobre a agenda nacional que está interditada. Não é uma agenda apenas do próximo governo, é um debate de uma nova geração.

Falei ontem para mais de 200 investidores em Londres. E o que o investidor estrangeiro quer é clareza sobre onde o país quer chegar. Não vim aqui para falar mal do meu pais, mas é preciso ser honesto para ter credibilidade. Os problemas não podem ser escondidos e precisam ser enfrentados. Há uma crise de expectativa nos últimos 18 meses que precisa ser superada.

E isso está ligado diretamente a ouvir as reivindicações populares destas manifestações.

Pernambuco atrai investimento porque tem governança com planejamento e um modelo centrado em resultados, em meritocracia, participação da população na escolha das prioridades e transparência.

Temos que discutir os rumos estratégicos do país. O Estado brasileiro vai ter que prover ao mercado regras que melhorem o ambiente de negócios. Mas não é só isso. Tem que ao mesmo tempo prover serviços de qualidade para a população. Não existe ambiente de negócio favorável sem mão-de-obra qualificada (e isso significa melhor educação), sem um bom serviço de saúde, sem mobilidade para as pessoas…

Esse será o debate de 2014.


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