Esplanada: palco da indignação e do caos

A cena se repetiu: pistas interditadas, protestos e confusão. Mais uma vez, o brasiliense que precisou passar pelo Eixo Monumental e Esplanada dos Ministérios enfrentou um verdadeiro caos. Em vez de uma única manifestação, a área central foi palco de mais de um movimento: de profissionais das forças de segurança e de índios.

Em prol da modernização do sistema de Segurança Pública, dois mil homens das polícias Militar, Civil, Federal e Rodoviária Federal, além do Corpo de Bombeiros do DF e de outros estados ocuparam o centro de Brasília. Já os índios protestaram contra mudanças no processo de demarcação de terras.

Ocupação

Por volta das 9h30, os policiais e bombeiros fecharam seis das quatro faixas do Eixo Monumental, em frente à Biblioteca Nacional, no sentindo Praça dos Três Poderes. Cerca de 30 policiais do 7º Batalhão de Polícia Militar (BPM) acompanharam, pacificamente, a movimentação para garantir que pelos menos duas faixas permanecessem livres para o tráfego de carros.

No entanto, as duas faixas logo foram tomadas pelos manifestantes e engarrafamentos quilométricos se formaram nos dois sentidos.

Muita gente não conseguiu sair de casa, e, tampouco, ir para o trabalho. O economista João Lima, 55 anos, se irritou por que ficou preso no trânsito. “Para serem legítimos, os movimentos precisam ser organizados. Que eles ocupassem só duas faixas, então. Agora, ocupar todas é muita falta de respeito!”, indignou-se.

O analista de sistemas Gabriel Feitosa, 28 anos, disse que desistiu de sair para almoçar. “Sempre almoço aqui perto ou em casa. Hoje não vou pela bagunça. Acho o movimento válido, mas acaba prejudicando quem não tem nada a ver”, lamenta.

Depois da interdição do trânsito, uma carreata seguiu até o Congresso Nacional.

Por uma mudança nas carreiras

O gramado em frente ao Congresso foi completamente tomado por manifestantes. Eles cantaram o Hino Nacional e puxaram gritos de guerra. O protesto só terminou por volta das 13h30.

A principal exigência dos servidores é a “modernização do sistema de segurança pública em nível nacional”, como explicou Flávio Werneck, presidente do Sindicato dos Policiais Federais do Distrito Federal (Sindipol-DF). Nesse contexto eles pleiteiam, principalmente, o Ciclo Completo de Polícia, a Carreira Única e a aprovação da PEC 51, que trata da desmilitarização.

O Ciclo Completo de Polícia é a concentração de toda a força policial em um único órgão (sem distinção entre PM, PF, PRF, PC e CBMDF ) e o fim de funções específicas para cada instituição. Segundo os manifestantes, isso acabaria com as expressivas diferenças salariais e com os benefícios diferenciados dentro da carreira policial.

A Carreira Única consiste em um processo de seleção pública que permita entrar nas corporações e evoluir para cargos superiores nas instituições, sem a necessidade de fazer novas provas para cada área.

Moura entra
No mesmo dia dos protestos, o governador Agnelo Queiroz apresentou o novo comandante da PMDF: o coronel Anderson Carlos de Castro Moura (foto), de 42 anos. Ele é o primeiro oficial formado na Academia da Polícia Militar de Brasília a assumir o comando das tropas. Moura é o quinto a ocupar o cargo na gestão de Agnelo, e promete transparência, comunicação e muita responsabilidade na segurança pública em 2014. “Temos que preparar a instituição para alcançar estabilidade para o ano que vem. A partir desse momento estaremos inteiramente devotados à atividade da segurança pública”, afirmou. Há 25 anos na corporação, Moura exercia a função de comandante do Comando de Policiamento Regional Metropolitano, responsável por toda a Área Central.

A edição digital traz a reportagem completa, acesse www.jornaldebrasilia.com.br/edicaodigital.

Fonte: Da redação do Jornal de Brasília

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