Escravizado durante 12 anos


Baseado em fatos reais, a obra conta a história de Solomon Northup, um homem negro e livre, que é vendido como escravo no período que antecede a guerra civil americana

Quando 12 Anos de Escravidão foi exibido, em outubro do ano passado, no Festival de Toronto, os críticos chegaram a brincar dizendo que a corrida pelo Oscar acabara ali. Para muitos, o drama dirigido pelo britânico Steve McQueen – que estreia hoje nas telonas brasileiras – já tinha garantido a estatueta de Melhor Filme da Academia. O filme está conseguindo manter o status de favorito, mas ainda tem pela frente a árdua tarefa de bater seus dois maiores concorrentes, Trapaça e Gravidade, na cerimônia de entrega do Oscar no dia 2 de março.

Ambos com dez indicações (uma a mais que 12 Anos de Escravidão), Trapaça pode até ser o concorrente mais divertido, assim como Gravidade leva no quesito inovação.

Mas ninguém discute quando o assunto é a importância social: 12 Anos conta a história real de Solomon Northup, um violinista negro livre do norte dos Estados Unidos de 1841, alguns anos antes da abolição oficial da escravatura, que foi sequestrado e vendido como escravo a fazendeiros do sul.

Sem uso de subterfúgios, o longa se destaca da extensa lista de filmes lançados nos últimos anos sobre a luta dos negros por igualdade, incluindo Django Livre, o novelão O Mordomo da Casa Branca e o ótimo Fruitvale Station – A Última Parada.

O inferno na terra

Na trama, acompanhamos o protagonista (Chiwetel Ejiofor) e sua família, até o momento em que ele é enganado por uma falsa oferta de trabalho, sendo levado ilegalmente ao sul escravagista. Nos próximos 12 anos, ele será torturado, humilhado e viverá o que parece ser o inferno na terra.

O elenco é primoroso, com atores como Paul Giamatti, Benedict Cumberbatch, Paul Dano e Brad Pitt. Mas o destaque fica mesmo com Ejiofor e sua estupenda interpretação, intensa e comovente, ao dar vida a um homem que deixa o orgulho de lado para buscar incansavelmente a liberdade. O ator alterna uma atuação segura com impactantes momentos de explosão.

Não se pode esquecer também da estreante Lupita Nyong’o, que tem um pequeno papel na fita, mas carrega parte da responsabilidade pelo sucesso do filme. É Patsey, sua personagem, quem mais pena os horrores praticados pelo fazendeiro alcoólatra vivido por um tresloucado Michael Fassbender, em sua terceira colaboração com McQueen, depois de Hunger e Shame.

Saiba Mais

A Editora Seoman lançou o livro 12 Anos de Escravidão. Baseado em fatos reais, a obra conta a história de Solomon Northup, um homem negro e livre, que é vendido como escravo no período que antecede a guerra civil americana.

De forma dramática e angustiante, o protagonista discorre seu dia-a-dia,

o drama travado na pele e guardado na memória.

Com 232 páginas, a publicação está nas livrarias com preço médio de R$ 19,90.

Fonte: Da redação do Jornal de Brasília

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