Escândalo conjugal na CIA não teve


vazamento de informação, diz Obama
Petraeus saiu por decisão própria, disse Obama na 1ª coletiva pós-eleição.
Presidente voltou a defender que os ricos paguem mais impostos no país.

O presidente dos EUA, Barack Obama, disse nesta quarta-feira (14) que, até agora, não há evidência de que informação confidencial tenha vazado no escândalo conjugal que derrubou o ex-chefe da CIA David Petraeus.
saiba mais
Entenda o caso Petraeus

“Não há prova alguma no momento, de acordo com o que vi, de que informações secretas tenham sido divulgadas com consequências negativas para a nossa segurança nacional”, declarou Obama, em sua primeira entrevista coletiva após ter sido reeleito na semana passada.

Obama disse que Petraeus decidiu sair por avaliação própria, por não acreditar mais que preenchia os requisitos para o cargo. O presidente voltou a agradecer a Petraeus por seus serviços.

O presidente dos EUA, Barack Obama, dá sua primeira entrevista coletiva pós-reeleição, nesta quarta-feira (14), na Casa Branca (Foto: AFP)

Questão fiscal
No campo econômico, o democrata voltou a defender sua proposta de que os ricos paguem mais impostos, como meio de tentar controlar o déficit federal.

No final da semana, Obama deve se reunir com parlamentares de ambos os partidos para tentar negociar as questões fiscais.

“Não devemos manter a classe média refém enquanto debatemos cortes de taxas para os ricos”, disse.

Segundo ele, taxar mais a classe média pode levar à recessão, desacelerando as vendas no final do ano e afetando o planejamento e a contratação das empresas.

“Nós podemos voltar à recessão. Seria uma coisa ruim”, disse Obama, descrevendo um cenário onde os congressistas não cheguem a um acordo até o fim do ano sobre o chamado “abismo fiscal” até a data prazo de 1º de janeiro.

O presidente voltou a chamar os republicanos para um acordo antes disso.

“Estamos diante de um prazo que requer que tomemos grandes decisões sobre emprego, impostos e déficit antes do final do ano”, disse. “. Como eu havia dito anteriormente, estou aberto a um acordo e a novas ideias.”

Obama afirmou que está “muito ansioso” para reformar o código tributário e disse que direitos como o Medicare e a Previdência Social precisavam de “um olhar sério” como parte de um acordo sobre o déficit.

Ele também reafirmou que a prioridade máxima de seu governo é ter “empregos e crescimento”.
saiba mais
Leia mais notícias sobre a Revolta Árabe

Oposição síria
Obama disse que não está preparado para reconhecer a oposição síria como governo no exílio, manifestando a sua esperança com a unificação dos grupos opositores.

“Estou animado com o fato de a oposição síria ter criado um grupo no qual a coesão possa ser maior do que no passado. Nós falaremos com ele”, disse.

“nós não estamos preparados para reconhecê-los como uma espécie de governo no exílio, mas acreditamos que é um grupo representativo”, ponderou.

Após a união dos grupos opositores sírios, o Departamento de Estado americano afirmou que a coalizão é “o representante legítimo do povo sírio”, mas preferiu não mencionar um Poder Executivo provisório, antes que este prove representar todos os sírios.

Irã
Obama prometeu lançar uma nova iniciativa diplomática para resolver a persistente crise em torno do controverso programa nuclear do Irã, afirmando que ainda há uma “janela de tempo” para resolver a questão.

“Tentarei pressionar nos próximos meses para ver se podemos iniciar um diálogo entre o Irã e não apenas nós, e sim toda a comunidade internacional, para ver se podemos resolver isto”, disse.

“Não vamos deixar que o Irã tenha uma arma nuclear. Mas acredito que ainda existe uma janela de tempo para resolver isto diplomaticamente”, disse.

“Não posso prometer que o Irã participará. Mas esta seria a opção preferível”, disse Obama.

As potências ocidentais acusam o Irã de tentar produzir uma arma nuclear, algo que é rejeitado por Teerã, que insiste que seu programa nuclear tem fins pacíficos.

Mudança climática prioritária
Obama disse que o derretimento do gelo e o aumento das temperaturas globais são sinais de que a mudança climática é real e que ele tentará mitigar os danos deste fenômeno.

O impacto do aquecimento global será oneroso e as medidas para reduzir o carbono na atmosfera também vão exigir grandes investimentos e, assim, enfrentar a mudança climática será um empreendimento político difícil, disse Obama.

“Vocês podem esperar que ouvirão mais de mim nos próximos meses e anos sobre como podemos moldar uma agenda que tenha apoio bipartidário”, disse, lembrando que há uma maneira de enfrentar a mudança climática e ajudar o economia.

Imigração
O democrata também disse que está muito confiante de que pode trabalhar com o Congresso para reformar as leis da imigração e espera que uma lei seja apresentada logo depois de sua posse, em janeiro.

A lei deve incluir um caminho para conceder um status legal para imigrantes ilegais já radicados nos EUA, incluindo pessoas levadas ilegalmente para o país quando crianças, assim como medidas mais fortes nas fronteiras e penalidades para empresas que contratem funcionários em situação irregular, disse.

Aumento de receitas
Obama e parlamentares democratas querem que as negociações sobre o “abismo fiscal” se concentrem fortemente no aumento de receitas e menos em cortes adicionais de gastos, afirmou um assessor democrata do Senado, antes da entrevista do presidente.

O assessor, que pediu para não ser identificado, acrescentou que, devido à vitória dos democratas nas eleições da semana passada e porque quase US$ 1 trilhão em cortes de gastos já foram transformados em lei, o aumento nas receitas deve ser o foco da discussão agora.


G1

About A Politica e o Poder

%d blogueiros gostam disto: