Entrevista- Leila Barros: Agora é amadurecer

Idealizadora aprova estreia do Brasília/Vôlei e corre para fortalecer equipe em 2015

Passada a correria para formar um time competitivo ao ponto de chegar aos playoffs da Superliga feminina, Leila Barros já não é mais uma “Maria de primeira viagem”. Mais madura na função de coordenadora do Brasília/Vôlei, ela aposta na temporada 2014 para deslanchar com a equipe.

Se em 2013 os prazos curtos atrapalharam a montagem da equipe, agora, ela e a companheira Ricarda Lima traçam metas mais ousadas. Numa conversa franca em uma cafeteria do Sudoeste escolhida por ela, a ex-atleta desabafa sobre o desejo de permanecer na elite do vôlei. E Leila sonha alto: quer trazer as brasilienses Fabíola (levantadora do Osasco) e Tandara (ponteira do Campinas) para a capital.


O que você tira de proveito da criação do time e o que pretende mudar para 2015?

Demos algumas “cabeçadas”, mas o que nos fortalecia era a vontade de fazer as coisas darem certo. Tudo aconteceu do jeito que deveria ser, mas o que mais deu trabalho foi a nossa inexperiência mesmo. Hoje, já sabemos como tudo funciona. Temos mais tempo para respirar e arrumar a casa com mais calma. Este tempo vai fazer a diferença.

Os patrocinadores vão continuar apoiando a equipe?


Dos oito apoios que temos, só um afirmou continuar conosco. Os outros gostaram muito do projeto, mas até agora não tenho nenhuma posição oficial. Enquanto isso, estou atrás de outros porque preciso desta resposta para ontem. Queria estampar no nosso uniforme as empresas daqui porque somos daqui. Sem o patrocínio fechado, não posso assinar contrato com ninguém, nem com atletas.

Dentro do elenco, quem já manifestou o interesse em permanecer no time?


A Érika se encontrou em Brasília, a Elisângela também quer ficar e a Paula 
não sai daqui tão cedo. Pensar em elenco a gente pensa, né? Quero muito a Fabíola e a Tandara, principalmente porque são brasilienses. Além disso, a Fabíola, assim como eu, cresceu jogando ali no Sesi.

Por falar em Sesi. O de Taguatinga continua como a “casa” do elenco?
Tivemos uma reunião ontem (segunda-feira) e não temos nenhum posicionamento.

O orçamento antigo do clube era de R$ 3,8 milhões. Como fica essa arrecadação para a temporada 2014/2015?
Para você ter uma ideia, os primeiros times classificados da Superliga têm uma folha de pagamento entre oito e R$ 12 milhões. Nós, com essa quantia, chegamos mais longe do que equipes com mais tradição no campeonato. Para o próximo ano, busco aumentar esse número para algo entre seis e R$ 8 milhões. Assim, vai dar para trazer atletas com mais peso e com salários maiores. No Brasil, temos jogadoras que recebem cem mil por mês. No Brasília/Vôlei, o maior salário é de R$ 40 mil.

Com o sucesso de público nos jogos realizados no ginásio Nilson Nelson, há a possibilidade de mandar outros confrontos por lá?
O ruim é que o Nilson Nelson tem uma agenda anual fechada e a tabela da Superliga só sai em setembro. Fica complicado, mas queremos fazer de cinco a oito jogos lá.

E os preparativos para a próxima temporada?


Vamos trabalhar com a base daqui há dois meses e temos contrato com as atletas firmado até maio. Neste tempo, faremos alguns trabalhos e jogos demonstrativos.


Você terá que fazer uma grande reformulação. O que mais amedronta nessa nova etapa?


É não ter a certeza de nada. Para fechar com atletas, preciso de patrocínio, e o mercado está aberto. As pessoas me param na rua perguntando se vamos continuar e o que eu posso responder? Nada.

Fonte: Da redação do Jornal de Brasília

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