Entrevista Exclusiva: Marcos Pereira fala sobre eleições, agenda e estratégias para 2014

  Tema central da entrevista, o presidente nacional do PRB Marcos Pereira comenta como devem ser as eleições de 2014 para o partido, as expectativas e as metas estabelecidas. Acerca de sua agenda e viagens para o próximo ano, o dirigente antecipa que não deve focar sua atenção a uma candidatura apenas, como ocorreu em 2012 com Celso Russomanno, fato que considera ter sido uma “experiência válida”, mas que “não deve se repetir”.

A candidatura de Marcelo Crivella para o governo do Rio e a permanência ou não do Ministério da Pesca com o PRB, e se ainda há mudanças a serem feitas no partido, foram pontos abordados neste bate-papo com o líder nacional dos republicanos. Confira abaixo.

ENTREVISTA

1 – 2013 foi um ano bom para o PRB? Por quê?

M.P. – Foi bom. Nós consolidamos cada vez mais, a cada dia que passa, a marca do PRB a nível nacional. A gente tem podido contribuir com a atuação dos deputados, mas, sobretudo em 2013, dos vereadores e prefeitos que tomaram posse. Tivemos um acréscimo de 41% no número de prefeitos e 54% no número de vereadores, e eles tomaram posse e estão podendo contribuir com o desenvolvimento das suas respectivas cidades. Então, se pensarmos que saímos de 780 vereadores eleitos em 2008 para 1.204 vereadores eleitos em 2012, podemos dizer que foi bom por isso também. Podemos dizer que foi bom porque os resultados do Ministério da Pesca, sob a gestão do ministro Marcelo Crivella, foram bons, ele conseguiu dobrar a produção de pescado no Brasil, entre outras realizações.

2 – Como deve ser a agenda do presidente nacional Marcos Pereira em 2014? Vai intensificar as viagens aos estados ou manter base em SP pelo fato de o senhor também ser presidente regional no estado?

M.P. – O período das coligações será em junho como determina a Lei. Então até junho devo viajar sim. Essa rotina, meio que já é rotina São Paulo e Brasília, e em havendo alguma necessidade pontual e específica, eu poderei ir a algum estado.

3 – Ocorreram mudanças no comando do partido em alguns estados neste ano. O senhor identifica que ainda há ajustes a serem feitos para 2014?

M.P. – As mudanças que tinham que ser feitas já foram feitas, a última foi no Rio de Janeiro, onde o senador Eduardo Lopes tomou posse e essa encerra o ciclo de mudanças de presidências regionais. Não tem mais nenhuma mudança prevista e a gente não pretende fazer mais nenhuma para o ano, até porque esses presidentes têm que conduzir o partido nos estados, tem que fazer as eleições e vão ter que, evidentemente, mostrar resultados.

4 – Várias pesquisas deram o ministro Crivella como preferido ao governo do RJ na opinião do eleitor fluminense. O pouco tempo de tevê foi um grande adversário na campanha de Celso Russomanno em São Paulo. Qual deve ser a estratégia do partido para Crivella?
M.P. – Vamos começar a conversar de fato com os partidos a partir de janeiro e fevereiro. É um período de longas conversas e longas discussões até culminar com as coligações em junho. Em São Paulo, não tivemos bastante tempo de televisão, ou pelo menos o necessário, e conseguimos reunir seis partidos. Já foi um marco, já foi um feito na história do PRB. Porque se você pensar bem, as candidaturas anteriores de Crivella ao governo do estado em 2006 e para prefeito em 2008, ele não conseguiu reunir mais que dois partidos, o PRB e mais um.

E em São Paulo, nós conseguimos reunir seis, em 2012, inclusive um deles muito maior do que nós. Aliás, o que determina o tempo de televisão é o número de deputados federais. Se você imaginar que os cinco partidos que já estavam conosco tinham juntos quinze deputados e o PTB, quando veio indicando o D’Urso como vice, ele sozinho tinha vinte e dois, ele sozinho era maior do que os cinco. Então, eu acho que foi uma experiência boa, não foi o tempo suficiente que a gente precisava realmente, mas essa experiência parece-me que pode ajudar no Rio de Janeiro, na formação de alianças no ano que vem.

5 – O senhor vai acompanhar mais de perto a campanha do Rio?

M.P. – Sou capixaba e moro em São Paulo. Preciso aguardar para ver, não sei ainda. Mas uma coisa é certa, não vou cometer, não diria que foi um erro, mas uma experiência, mas não vou cometer o mesmo ato que eu cometi em 2012, de deixar o Brasil para cuidar de um. Isso eu fiz em 2012. Eu deixei o resto do Brasil, eu “abandonei” praticamente, para me dedicar à campanha em São Paulo, capital. Foi bom, foi interessante, acho que foi uma experiência válida, mas eu não quero e não vou repetir isso mais. Eu poderei apoiar, eu poderei me dedicar, mas não com exclusividade.

6 – Como deve ficar a situação do Ministério da Pesca com a provável saída do ministro Crivella como candidato ao governo do RJ?

M.P. – Tem que aguardar a presidente Dilma. Se ela quiser manter o Ministério sob a gestão do PRB eu não vejo problema nenhum do secretário executivo, o Átila Maia, assumir, para mim seria o mais provável, e parece-me tem a aprovação do Crivella também. A decisão é dela.

7 – Onde mais o PRB terá candidaturas majoritárias?

M.P. – A priori estamos trabalhando em Roraima, com o deputado estadual Mecias de Jesus, e no Rio de Janeiro, com o Crivella.

8 – E o cenário em São Paulo, o Russomanno sai a federal mesmo? É tido como um quadro definitivo ou há outros planos para ele?

M.P. – Ele sai a federal. É definitivo.

9 – O PRB está preparado para atingir a meta de 16 a 20 deputados federais? Tem alguma “carta na manga”, algum nome de última hora?
M.P. – Tem, mas não posso falar. Tem nomes que estão filiados, mas não posso trabalhar ainda porque são estratégicos.

10- O PRB Mulher realizou um grande encontro em agosto passado, onde se discutiu política durante três dias. O PRB está preparado para fazer sua primeira deputada federal e entrar de uma vez nos debates nacionais sobre a participação da mulher na política?

M.P. – Pelo menos em dois estados temos grandes chances, mas prefiro não adiantar em quais.

11 – Que estados o senhor considera que o partido pode surpreender elegendo federais?

M.P. –
São Paulo, Bahia, Maranhão e até mesmo aqueles que não têm nenhum podem surpreender também fazendo um.

12 – O PRB deve apoiar a reeleição de Dilma?

M.P. – A priori sim, se as eleições fossem hoje a gente apoiaria a reeleição dela. Mas como esses assuntos só serão deliberados ano que vem, deixa o futuro chegar.

13 – Pergunta que não quer calar: O senhor vem candidato?

M.P.
– Poderei ser, poderei não ser, depende. Eu estou filiado, tenho domicílio e preencho os requisitos legais. Se eu vou ser, só o tempo vai dizer.

14 – Uma mensagem aos republicanos para 2014.

M.P. – Que eles possam se empenhar, possam se animar, trabalhar e nos ajudar a levar essa bandeira do republicanismo para todo o Brasil e nos ajudar a cumprir a meta que nós estabelecemos que é, no mínimo, dobrar as bancadas de deputados federais e estaduais.

Aproveito para desejar um 2014 de grandes realizações, saúde e sucesso a todos os republicanos e aos seus familiares. Que seja um ano 10 para todos.

Por Helen Assumpção – Comunicação Nacional do PRB – Fotos: Douglas 


Gomes

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