Enfim, em casa; com nova estrutura, clube se prepara para partida


Após duas partidas fora, Vizinhança estreia hoje o seu caldeirão
Kiara Mila Oliveira

Após três meses de preparação e adaptação do Clube Vizinhança para acomodar os jogos da Liga Feminina de Basquete (LBF), tudo está pronto para o primeiro confronto do Brasília com o Ourinhos, hoje, às 20h, na 108/109 sul. 

Quem chega ao local logo percebe duas grandes entradas para o vestiário no canto esquerdo da quadra. Um painel eletrônico foi instalado ao fundo do ginásio e dois contadores em cima das duas tabelas completam a nova estrutura.

O piso flutuante – próprio para a prática do basquete – foi encomendado, mas, para a que a instalação seja efetuada, outra quadra do clube deverá ser coberta. O objetivo é que o ginásio seja exclusivo das atividades da equipe adulta. Enquanto isto não acontece, as equipes usarão o piso comum dos treinos do clube.

RECUPERAÇÃO

Para alcançar a primeira vitória em três jogos, a equipe vem se adaptando às “surpresas da vida”. Comissão técnica e dirigentes do clube tiveram de correr contra o tempo para preencher os buracos deixados pela saída das atletas de Presidente Venceslau (SP) e do técnico Flávio Prado – contratados pelo clube para a temporada.

Com o comandante Marco Carvalho de volta, outras quatro atletas vieram compor o time: a armadora Kiara Oliveira, a pivô Milena Santos e a ala Jéssica Nogueira – todas defenderam o Santa Maria/São Caetano. Além delas, a pivô Laura Ratto, que estava no time de Catanduva BC, veio para o DF. Milena Santos e Fabiana Oliveira também reforçam a equipe.

“O nosso trabalho é a longo prazo. Sei que vai ser uma partida difícil, porque o Ourinhos é um time de tradição e experiência. Quero é que as meninas entrem no jogo”, espera o técnico.

Camila Fica, médico vem

Dos sete reforços que haviam chegado de Presidente Venceslau (SP) para compor o Brasília/Vizinhança nesta temporada da LBF, apenas a ala/armadora Camila Jackson permaneceu em Brasília.

Eleita como um dos destaques do time pelo próprio técnico Marco Carvalho, ela justifica sua permanência com a rápida adaptação. Para o treinador, a personalidade e a persistência da atleta servem de exemplo para as demais. “É muito profissional, daquelas que chega primeiro no treino e sai por último”, elogia o comandante.

Tímida, Camila diz que a decisão de permanecer em Brasília foi o melhor que poderia ser feito. “As oportunidades que o clube me dá são as melhores. Não vi motivos para voltar”, destaca. Com o objetivo traçado, ela não sentiu repressão das ex-colegas. “Nem era de Venceslau, então não sofri com nada e me adaptei às que chegaram.”

Voluntário de Luxo

Por indicação da Karla da Costa – armadora da seleção e prima da coordenadora Renata Ribeiro – o médico da agremiação canarinho, o doutor Jorge Oliva, viu no Vizinhança a oportunidade de ficar perto da modalidade. “A minha ajuda é totalmente voluntária. Aprecio o projeto daqui”, exalta.

Fonte: Da redação do Jornal de Brasília

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