Em entrevista, Agnelo diz que Mané Garrincha não será um elefante branco

Em entrevista, Agnelo diz que Mané Garrincha não será um elefante branco O governador do DF afirma que pesquisas que desqualificam seu governo e reclamações da população quanto à saúde e à educação ocorrem porque gestão preocupa-se em realizar

Ana Maria Campos

Almiro Marcos

Helena Mader

O Distrito Federal recebeu recorde de investimentos em 2013: foram R$ 2,3 bilhões destinados a obras de escolas, hospitais e de transporte. Prestes a concluir o terceiro ano de gestão, o governador Agnelo Queiroz comemora o bom desempenho e se prepara para ampliar a divulgação das realizações do governo. Apesar dos dados positivos, ele enfrenta reclamações recorrentes dos cidadãos, especialmente nas áreas de saúde e de segurança pública. “Essa é uma gestão que fala pouco e faz muito. Talvez por isso ainda não consegue capitalizar tudo, porque está preocupada em realizar. Mas não podemos mais continuar com a mentalidade de que é bom gestor quem faz factoide”, dispara.

Em entrevista ao Correio, o governador detalhou as principais obras realizadas pelo governo e voltou a defender a construção do Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha. A arena esportiva era vista como potencial símbolo da gestão de Agnelo, mas os planos esbarraram nos protestos nacionais contra os gastos com a Copa do Mundo. Ainda assim, ele avalia que o estádio foi uma aposta acertada. “A estrutura está pronta para os próximos 100 anos. O estádio é um êxito de realização, de competência, um exemplo de como fazer benfeito e no prazo.”

Agnelo evita falar de política e eleições. Garante estar focado em governar. Mas, cheio de cautela, comemora a reedição da aliança com o PMDB e diz que está pronto para enfrentar adversários históricos e também antigos aliados. “Se eu for candidato, a campanha será um espaço privilegiado para debater todos os temas. A sociedade poderá comparar a experiência atual com os governos passados”, afirma o governador.

O senhor concluiu o terceiro e penúltimo ano de governo. Que balanço faz de 2013?
Este foi o ano da gestão. Pegamos o governo em 2011 depois de uma crise profunda. Tivemos quatro governadores em 2010 e quase perdemos a autonomia política. Recebi uma grande quantidade de obras paradas, além de uma situação de dívidas. Tivemos de pôr a casa em ordem e colocar a máquina pública para funcionar.

A fase de arrumar a casa já acabou?
Isso foi superado. Depois de dois anos, já temos um controle institucional do governo. Agora, já podemos acompanhar cada obra, cada execução. Hoje, temos a máquina pública funcionando com mais eficiência e, por consequência, obtivemos melhores resultados. Temos, em 2013, uma execução orçamentária recorde em investimentos, portanto, não é custeio e não é gasto só em manutenção da máquina. É realização de obras e ações novas, num valor que já ultrapassou R$ 2,3 bilhões. Esse é o maior investimento da história do Distrito Federal em um ano.

O Estádio Nacional Mané Garrincha, que deveria ser um símbolo da sua gestão, foi inaugurado este ano em meio a protestos populares e críticas. Ainda assim, a obra é uma marca do seu governo?
O estádio é um êxito de realização, de competência, um exemplo de como fazer benfeito e no prazo, cumprindo um compromisso internacional que o Brasil assumiu. Fizemos uma grande obra, temos o estádio mais moderno do Brasil e um dos três melhores do mundo.

Com os eventos recentes realizados no Mané Garrincha, o senhor acha que conseguiu afastar as críticas quanto ao tamanho do estádio? O Mané Garrincha será um elefante branco?

Não estou vendo mais críticas. A crítica não era nem por má-fé, era por ignorância mesmo. As pessoas não sabiam o que significava um equipamento desses para a capital e não pensavam na importância de inserir Brasília no cenário nacional e internacional. A cidade tem renda para ter eventos permanentes, tem público. Já ultrapassamos mais de 600 mil pessoas em eventos esportivos e shows.
 

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