Eleições 2016: Análise do debate com os candidatos de Luziânia

Por Fred Limasupra-fm

Foi realizado no sábado (24), o último debate de candidatos às prefeituras do entorno, promovido pela SUPRA FM 90.9, e apresentado pelo competente jornalista Hélio Porto Jr, desta vez com os postulantes à Prefeitura de Luziânia-GO. Augustinho (PSOL), Cristóvão Tormin (PSD) e Marcelo Melo (PSDB) debateram propostas para melhorar a vida da população luzianiense.

Luziânia é o município mais antigo do entorno sul, fundado em 13 de dezembro de 1746 (há 269 anos). De acordo com o IBGE, a cidade tem 194.039 habitantes, e como os municípios vizinhos, também sofre com a precariedade dos serviços públicos oferecidos à população, na segurança pública, na infraestrutura, no transporte, na saúde etc.

O prefeito é Cristóvão Tormin, candidato à reeleição.

Análise

Foi o debate mais acalorado promovido pela SUPRA nesta eleição. Também não era pra menos. Cristóvão e Marcelo estão tecnicamente empatados, segundo a última pesquisa divulgada, com diferença de dois pontos para o tucano. O atual prefeito está impugnado pelo TRE-GO, tendo recorrido à segunda instância, onde aguarda decisão favorável do para continuar na disputa e, caso vença, assumir mais uma vez a prefeitura. O problema é que os precedentes judiciais não lhe são favoráveis.

Augustinho (PSOL)

Foi um figurante durante todo o debate. No penúltimo bloco, quando candidato perguntou para candidato, fez um questionamento ao candidato-prefeito, Cristóvão Tormin, que pareceu mais uma oportunidade concedida ao pessedista para bater em Marcelo Melo. Sua participação no debate foi monótona e inodora. O blog conversou com algumas pessoas da plateia que esperavam que o socialista atacasse os adversários, o que não aconteceu. Na avaliação deste blog, foi o postulante que teve o pior desempenho no debate.

Cristóvão Tormin (PSD)

Estava indo razoavelmente bem até a conclusão do segundo bloco, mas ficou irritadíssimo e perdeu a serenidade a partir da terceira parte do debate, com as perguntas dos jornalistas que estavam na plateia, acusando-os de fazerem parte do time do Marcelo. No confronto direto, demonstrou nervosismo e mudou o foco ao dizer que seu principal opositor, o candidato tucano, fumava charuto de marca e morava no Sudoeste, não em Luziânia, levando para o lado pessoal, fugindo da discussão proposta. A irritação veio com as perguntas feitas por Marcelo Melo. O tucano conseguiu colar no atual prefeito o título de “candidato impugnado”. Cristóvão bem que tentou retrucar, alegando que o Ministério Público deu parecer favorável à sua candidatura, mas não convenceu. Como todos sabem, o MP só opina. Não decide absolutamente nada.

Marcelo Melo (PSDB)

Perdeu o primeiro bloco para Cristóvão e, até metade do segundo, teve desempenho inferior ao candidato do PSD, mas se recuperou nos demais. Conseguiu pregar no adversário a pecha de “candidato impugnado”, passando ao eleitor a insegurança jurídica em um possível novo mandato de Tormin, caso seja reeleito. Ou seja, a mensagem transmitida pelo tucano, que colou, é que Luziânia corre um grave risco em reeleger Cristóvão, cuja candidatura está impugnada e o impedimento pode ser confirmado a qualquer momento pela segunda instância. Como dito anteriormente, os precedentes nos tribunais não lhe são favoráveis. Além disso, Marcelo Melo, apesar de ter ficado um pouco nervoso em algumas ocasiões, não perdeu as estribeiras como o candidato do PSD, que falou até de charutos.

Vencedor

O debate, apesar de ter sido bastante intenso, não teve um vencedor que ganhou por goleada. Na avaliação deste jornalista, Marcelo Melo venceu porque conseguiu tirar Cristóvão Tormin do sério. E em debates, candidatos nervosos acabam perdendo. Foi assim com o xará de Cristóvão em 1998. Estou falando do Cristovam do DF, candidato à reeleição contra o luzianiense Joaquim Roriz. Naquele pleito, Cristovam Buarque tinha tudo para liquidar Roriz no último debate do segundo turno, mas ficou irritado com as perguntas feitas pelo ex-governador, e até mesmo com o gaguejar do peemedebista. Estava indo muito bem, mas apelou. E o ditado popular é claro: apelou, perdeu! Serve para o Cristóvão do Goiás e para o Cristovam do DF.

OUÇA O DEBATE.

Da Redação

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