Eleições 2014 Humilde, Agnelo não nomina adversários

Paciente, espera seu tempo de reconhecimento.

O governador Agnelo Queiroz concedeu no dia 21 uma entrevista ao Correio Braziliense em que habilmente escapa de todos os contextos de entrar em choque com adversários e com as próprias contradições internas de seu governo.

Não se dizendo ainda candidato à reeleição, pois espera até à época das convenções a confirmação de seu nome “entre outros bons quadros do PT e de sua aliança”. Para ele o PT está unido. Essa cautela passa até a impressão de humildade.

Descreve todas as condições antecedentes em que chegou ao governo com uma Brasilia destroçada por escândalos, e tendo chegado no limiar de uma intervenção federal.

Justifica a introspecção desses três anos de governo a se completarem em 1 de janeiro como um opção responsável entre o marketing e o real. “O povo vai saber discernir”, disse.

Nesse particular, institui uma nova regra de gestão de governos que é a preferência pelo silêncio na condução de obras públicas, uma vez que diz que investiu 2,3 bilhões em obras novas sem que o povo soubesse. “Este é o maior investimento da História do Distrito Federal”. E logo depois: “Vou fazer mais obras que meus antecessores todos”

Agnelo nessa parte da entrevista tenta explicar porque sua intenção de votos agora é das mais baixas.”O momento é de governar. Não tenho me preocupado com a campanha ou pesquisa”.

Não domina nenhum adversário, não reconhece nenhuma fonte de crítica ou de denúncia, não aceita nenhum jogo de pressão. Quer governar sob um novo paradigma: as políticas publicas prevalecendo sobre os interesses corporativos ou partidários.

Aliás critica seus antecessores por não terem tido políticas públicas. Mas sem citar Roriz ou Arruda.

Elogia Dilma pelo apoio dado ao DF. O programa Minha Casa, Minha Vida, não tinha nenhuma unidade aqui mas hoje é o que mais constrói.

E existem segundo ele plenas condições para captar mais dinheiro destinado a investimentos dentro do governo federal. O seio de Abraão é vasto e está aberto ao DF, parece dizer o governador, conquanto se tenha projeto e resultado. Inadimplência não existe aqui, frisa Agnelo.

Que bom. Resta transpor esses planos de realização para o conhecimento público. Para isto, a estratégia da publicidade de seu governo melhorou: está mais humanizada, com personagens reais (não marketing) e visão plural das obras.Se estão lá é porque existem. E se existem é porque o governo as fez.


Fonte: Leonardo Mota Neto – Carta Polis – 24/12/2013

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