Eleição do bateu, levou


O eleitor pode não ter percebido, ainda, mas o ambiente do “bateu, levou” eleitoral está mais do que explícito entre oposição e situação, em Goiás. Os ataques e as defesas circulam muito nos meios de informação e na internet, estão nos círculos dos militantes e, logo, os eleitores sentirão o que espera a eleição de 2014: uma eleição entre as mais duras de todos os tempos?

Se há algo muito claro no ambiente da disputa eleitoral, em Goiás, é o fato de que os personagens-candidatos se conhecem. Não há segredos sobre o perfil de cada um. Eles conhecem bem as armas que têm e podem até considerar que os atos são previsíveis. Talvez, sim. Talvez, não.

Quem sabe o que vem por aí? Recados não faltam. Um lado afirma que toda crítica será respondida à altura. O outro conta que vai mostrar tudo o que aconteceu em Goiás nos últimos anos. Ataque, contra-ataque.

Em eleição só não vale perder, o resto vale. Essa ideia posta nos bastidores da política pode passar por aqueles que consideraram que o vale-tudo eleitoral pode agradar ao eleitor. No mínimo, agradar aos aliados. Não é isso que circula como resultado das pesquisas qualitativas que captam a opinião do eleitor, dizem alguns marketeiros.

Quem bate, perde. A frase dita pelo publicitário Duda Mendonça, numa formatura, em Goiânia, remete a este tempo de fartos ataques. A regra valeria para toda campanha e toda ação política? Não. A disputa eleitoral real é muito mais dura do que isso. Os exércitos de construção e destruição estão mais armados do que nunca e o território eleitoral não é espaço para ingênuos.

Se o clima eleitoral de Goiás caminhar para o “bateu,levou”, é fato que vítimas poderão aparecer e sofrer as consequências da insana luta pelo poder. Sem dúvida, por todos os lados. Eleição é isso, não é? Só não vale perder? Esse é o caminho? Quem ganha e quer perde? As dúvidas permanecem no aguardo das semanas que virão até o dia do voto.


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