Ela afirmou que é comum trabalhar sozinha durante a tarde no hospital

Ela afirmou que é comum trabalhar sozinha durante a tarde no hospital
Reprodução / TV Record Brasília

Médica se envolveu em confusão com paciente no Hospital Regional de Ceilândia

A médica que foi acusada de agredir um paciente no HRC (Hospital Regional de Ceilândia) disse que os profissionais da instituição trabalham “extremamente” sobrecarregados. Luiza Pimentel afirmou que foi vítima da confusão e o que o estresse é causado pela falta de estrutura da rede de saúde pública do DF.

Ela disse ainda que a Secretaria de Saúde está em dívida com o HRC, pois já prometeu a contratação de mais 17 médicos.

— Eu tenho trabalhado sozinha durante a tarde na maior parte das vezes, tenho me sobrecarregado muito. É muito complicado trabalhar em uma situação dessa.

Ela disse ainda que outros médicos também já foram agredidos no hospital e que as confusões poderiam ser evitadas se o sistema funcionasse melhor.

— Se houvesse uma melhor triagem e condições para que os pacientes tivessem apenas um acompanhante, a situação seria menos caótica. A cada cinco minutos um médico é agredido verbalmente aqui neste hospital. Tenho uma colega que está de licença porque foi agredida.

Ela também afirmou que deveria haver maior controle da entrada de acompanhantes que, segundo ela, são os maiores responsáveis pelas confusões nos hospitais.

A Secretaria de Saúde do DF comunicou que trabalha para suprir a necessidade de profissionais na rede pública de saúde e tem tomado medidas emergenciais como concursos e contratações temporárias.

Segundo o órgão, no último mês de dezembro, 294 novos médicos foram nomeados e o HRC receberá seis novos profissionais que estão finalizando as suas documentações para assumir seus cargos ainda nesse mês de janeiro. Além disso, toda rede de saúde receberá mais médicos.

O paciente Daniel Felix Nogueira Vasconcelos acusa uma médica do HRC (Hospital Regional de Ceilândia) de agredi-lo, na madrugada desta quinta-feira (3), na Ala 1 do Setor de Emergência e Clínica Médica. O homem diz que a médica Luiza Pimentel teria o pegado pelo braço e gritado com ele.

Em nota, a Secretaria de Saúde diz que abriu um processo administrativo para apurar o que aconteceu.

O Portal R7

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