EDUARDO DÁ O VICE DE ALCKMIN. CID: PSDB É ULTRACONSERVADOR


Eduardo pode pôr tudo a perder.

Saiu no Valor, o PiG (*) cheiroso:

ALCKMIN COGITA CEDER VICE AO PSB

Por Cristiane Agostine | De São Paulo

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), intensificou as conversas com o PSB e estuda dar a vice ao partido em 2014, quando tentará a reeleição. Sem o apoio do PSD de seu vice, Guilherme Afif Domingos, nomeado como ministro da Secretaria da Micro e Pequena Empresa, o governador busca novos aliados para sair do isolamento político. Há quinze dias, Alckmin reuniu dirigentes, prefeitos, deputados federais e estaduais do PSB na sede do governo paulista, em busca de aproximação com o partido.

Na mesma edição do Valor, Cid Gomes, governador do Ceará pelo mesmo PSB de Eduardo Campos, diz em entrevista que o partido deve ficar com Dilma em 2014.

E que o lugar do PSB não é ao lado de “ultraconservadores”, liberais (e vendedores da Petrobrax – PHA):

“TEM MUITA GENTE AFLITA”, DIZ CID GOMES SOBRE 2014

Por Cristian Klein | De São Paulo

(…)

Cid: Não, a tradição e a história do Eduardo é de uma postura progressista. O PT veio muito para o centro. O Brasil não tinha partido de direita: o PT, o PSDB, o PCdoB, o PSB eram partidos de centro-esquerda. Quando o PSDB assumiu uma postura ultraconservadora, liberal, o PT se aproximou do PMDB, que é um partido de centro, e também tem se colocado como um partido de centro – embora o Lula e a Dilma sejam mais progressistas do que a prática do PT. Nosso papel, do PSB, é tensionar, no bom sentido, o governo, fazendo alianças com PDT, PCdoB, e algum outro partido mais à esquerda, para que atenue o movimento pendular do PMDB que leva o PT para o centro.

Valor: Mas o PSB tem feito alianças com o PSDB, em São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Paraíba…

Cid: O PSDB vive um conflito interno que é meio sem condição de conciliação, a despeito de alguns esforços. A disputa interna – que não tem nada de ideológica, é por vaidade, entre o [ex-governador de São Paulo José] Serra e o [senador mineiro e presidenciável Aécio [Neves] – é meio kamikase. Aécio não teve grande interesse pela eleição do Serra, e o Serra, em sendo o Aécio candidato, não terá grande interesse. Isso enfraquece o PSDB. E boa parte do pensamento liberal do Brasil começou a se encantar com Eduardo. E penso que Eduardo não pode deixar se encantar com isso.

Valor: Mas não é natural que o vácuo seja preenchido?

Cid: Não, temos que ter uma linha e propostas para o país.

Valor: O que o sr. já falou para Eduardo Campos para demovê-lo?

Cid: Tive uma longa conversa com o Eduardo em que ele relatou uma conversa com a Dilma e disse que não tinha decisão de candidatura. Isso foi há 45 dias. Desde então, ele fez muitos movimentos, que a meu juízo…

Valor: Tornaram irreversível a candidatura.

Cid: Não digo isso. Estou sempre defendendo a unidade do PSB e que ela seja em torno do fortalecimento do partido, que, estrategicamente, neste momento, para 2014, aconselha a nos fortalecer. Temos candidatos a governador que vão disputar a reeleição: Renato Casagrande [no Espírito Santo], Camilo Capiberibe [no Amapá], Ricardo Coutinho [na Paraíba]. É fundamental que a gente pense em alianças no cenário nacional que possam ajudar a candidatura destes nossos quadros. Para mim, isso é a prioridade número um.

Valor: O PSB cresceu muito. Pode pôr tudo a perder?

Cid: Eu penso isso. Pode acontecer. E portanto estou pensando no partido.

Valor: Os governadores estão preocupados com esta candidatura de terceira via.

Cid: Terceira via é um meio já ocupado. A Marina Silva, que teve 19% dos votos na eleição passada, já é a terceira via. Que espaço o Eduardo gostaria de ocupar?

Valor: Que lugar ele ocuparia?

Cid: Substituir a terceira via. Marina não tem substância para ter esse espaço permanente. Um pouco deste espaço é o que a gente deve ocupar, mas penso que em 2018. Vencido o ciclo, a Dilma reeleita, aí, já no início do governo dela, a gente coloca a nossa disposição, portanto abrindo mão de participar do governo dela, deixando claro que, se ela quiser nosso concurso, antecipadamente dizemos que vamos disputar em 2018.

Valor: O que o sr. propõe é eleger Dilma e sair logo em seguida?

Cid: Imediatamente colocar isso: o Brasil precisa de um avanço, essa coesão de forças não tem dado o devido ritmo que achamos necessário e pronto. Vamos começar a liderar o processo nesta direção.

Valor: Isso evitaria o risco de o Campos e o próprio PSB serem considerados traidores, como tende a ser a acusação do PT em 2014?

Cid: Eu vou insistir muito na tese de que não estou contra o Eduardo. Eu acho que neste momento a gente deveria pensar estrategicamente no fortalecimento do partido nos Estados e no Senado. Nós só temos quatro senadores.

(…)

Clique aqui para ler a Carta aos Brasileiros que Eduardo Campriles escreveu.

Paulo Henrique Amorim

(*) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.



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