Eduardo Campos



  O governo federal descobriu esses dias que os preços das passagens aéreas no Brasil são caras. E que vão ficar absurdamente mais caras durante a Copa do Mundo. Aí alguém teve a brilhante ideia de anunciar que vão estudar a possibilidade (ainda vão estudar a possibilidade) de abrir o mercado de voos domésticos para companhias aéreas estrangeiras durante o evento.

Esta ideia não apenas passa por cima do Código Brasileiro de Aeronáutica, como também já foi descartada pela própria Associação Internacional de Empresas Aéreas, que indicou que o prazo até o início da Copa é curto demais para que uma empresa estrangeira monte uma logística adequada.

As passagens aéreas JÁ SÃO muito caras no Brasil porque nossos aeroportos chegaram no limiar do estrangulamento; porque não temos política de incentivo à aviação regional; e porque a concorrência no setor é extremamente precária.

O bordão “Imagine na Copa” só registra as precariedades de infraestrutura que vamos mostrar ao mundo durante 30 dias, mas que são os mesmos com os quais convivemos hoje e que conviveremos depois do evento por absoluta falta de visão de futuro.

Planejar é se antecipar aos problemas. E não se faz um país sem planejamento.


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