"É uma decepção muito grande", diz autor da novela Babilônia sobre a audiência.

“É uma decepção muito grande”, diz autor da novela Babilônia sobre a audiência.

Em
entrevista ao jornal O Globo,
Gilberto Braga falou pela primeira vez sobre a rejeição que tem Babilônia perante o público, a baixa audiência, e ainda acrescenta que toma remédio e vai ao psiquiatra para buscar equilíbrio para enfrentar uma audiência abaixo do esperado de sua novela.

A trama, escrita por ele com Ricardo Linhares e João Ximenes Braga, provocou reações pelo excesso de maldade de alguns personagens e pelo beijo do casal formado por Fernanda Montenegro e Nathalia Timberg, logo na estreia, em 16 de março.

O autor disse que se preocupou com audiência de Babilônia desde o início e procurou imediatamente verificar o que tinha de errado com a trama. Questionado de como encarar a audiência baixa, Gilberto Braga explica que sofre uma decepção grande.

“Pedi para anteciparem o grupo de discussão e fizeram correndo porque a situação estava catastrófica. A audiência no Brasil inteiro era calamitosa. No Nordeste e em Goiás, por exemplo, deu 12 pontos. Aí, fizemos as correções (na trama) e deu certo no Brasil inteiro”.

“É uma decepção muito grande. Escrevo achando que está bom e na Bahia e em Goiás dou 12 de audiência. O que é isso?”, disse o autor.

Para o autor o que deu de errado em Babilônia foi o beijo gay e as cenas de muito sexo e diz sofrer com a humilhação de perder para uma novela das sete.

“O primeiro capítulo tinha coisas chocantíssimas. Mas depois das mudanças, a audiência não subiu em São Paulo. Até agora eu sofro a humilhação pública diária de perder para a novela das 19h, “I love Paraisópolis”.

Ele também fala que perdeu as forças para continuar corrigindo a trama e que fica deprimido om o resultado fora do esperado.

“Eu fico deprimido. Tento juntar forças para continuar corrigindo, né? Fora que perdi o meu adiantamento, estava adiantadíssimo.

Tenho uma psiquiatra e quando estou deprimido converso com ela. Sou dependente de remédios, tomo muito Rivotril. Tomo remédio o tempo todo. O remédio me protege, mas tudo me atinge. Eu perdi meu pai com 17 anos e tomo remédio desde essa época. Minha mãe se matou quando eu tinha 27 anos. Tive uma vida difícil. Isso de certa forma fortalece a gente, mas nos deixa dependente de remédios”.

O autor brinca com o quer de presente de aniversário, agora prestes a completar 70 anos em novembro deste ano.

“Quero ganhar de “I love Paraisópolis”.

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