E só sobrou o “conformismo no Horto do DF”


Marcus Eduardo Pereira

Quem acompanhou a saga do título atleticano da Libertadores sabe que toda partida era um sofrimento. A campanha teve gol nos últimos minutos, defesa de pênalti nos acréscimos e todos os ingredientes para deixar a torcida cascuda sem medo da derrota.

Ontem, em um bar no Setor de Indústrias Gráficas (SIG), os atleticanos cantavam e gritavam, confiantes de que o espírito da Libertadores ainda estava sobre o clube.

A cada falha do atacante Jô, porém, e lances de perigo do Raja, os gritos de apoio se tornavam escassos e davam lugar à agonia pela má atuação do Atlético-MG vista pela televisão.

Torcida conformada

O fim melancólico com o gol de Mabide foi o golpe fatal para que os torcedores se levantassem e tomassem o rumo de volta para a realidade. Alguns deitados ao chão, outros sem palavras, ninguém acreditava que o sonho acabava ali.

Nem os mais contidos e conformados com o resultado conseguiram segurar o choro. “O Atlético entrou nervoso, jogou mal, a vitória do Raja foi merecida e não adianta reclamar. As coisas acontecem dentro de campo com honestidade e hombridade”, lamentou o torcedor Romero da Silva, que não conseguiu se conter e foi aos prantos após ceder entrevista ao Jornal de Brasília.

Reforços
A má atuação, inclusive, deixou os atleticanos com uma certeza: o time precisa de reforços para 2014. Para Romero, o presidente do clube, Alexandre Kalil, tem que se mexer rapidamente. “Agora é levantar a cabeça, descansar e seguir em frente. Espero que o time seja renovado e que o Kalil traga novas peças. Futebol é assim, um dia se ganha em outros se perde”, afirmou.

Frustação em BH

Uma sensação de desolação tomou conta de boa parte de Belo Horizonte no final da tarde de ontem. O oposto do clima de euforia que havia tomado as ruas da capital mineira desde cedo, pela expectativa da inédita estreia do time na competição.

Quando a partida teve início, parecia feriado na cidade, com pouco movimento até em áreas predominantemente comerciais, como a região da Savassi. Muita gente mesmo apenas nos bares e restaurantes, que aproveitaram para lucrar tomados por uma multidão vestida de preto e branco.

O que era para ser festa, no entanto, virou frustração total. A partir do segundo gol, o silêncio predominou. As esperanças morreram de vez quando os marroquinos marcaram o terceiro e sacramentaram o resultado. “(O sonho) durou tão pouco”, lamentou a professora Fernanda Brandão.

Atuações

5,0 Victor – Nem de longe lembrou o “São Victor”, principal responsável pelo título da Libertadores neste ano.

2,0 Marcos Rocha – Merece como nota a o número de sua camisa. Foi mal no apoio e deu chilique ao ser substituído, xingando o treinador Cuca. Luan – 5 deu mais velocidade e vontade ao time

4,0 Leonardo Silva – Se preocupou mais em apoiar do que em defender. Deu espaço demais.

2,0 Réver – Cometeu pênalti infantil. Não teve o comportamento que se espera de um capitão.

4,0 Lucas Cândido – Com apenas 19 anos, sentiu a pressão do torneio. Alecsandro – sem nota.

5,0 Pierre – Não soube ocupar o meio de campo e nem pressionar o adversário.

3,5 Josué – Campeão do mundo pelo São Paulo, o volante decepcionou ao errar muitos passes e abrir mão da marcação. Leandro Donizete – 7 Deveria ter sido titular. Melhorou a qualidade do passe e da marcação quando entrou.

3,0 Diego Tardelli- Pipocou. Os torcedores ficaram procurando o atacante em campo. Ele atuou?

6,5 Ronaldinho – Fez o gol que deu vida ao Galo. No restante do jogo, porém, foi anulado.

4,0 Fernandinho – Driblou bem, mas não soltou a bola do pé.

4,0 Jô – Perdeu gols no primeiro tempo. O faro de artilheiro ficou em Belo Horizonte.

Fonte: Da redação do Jornal de Brasília

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